O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Márcia Oliveira

A Amazônia no ‘Mundos de Mulheres’

2 de agosto de 2017 Márcia Oliveira
Compartilhar


A Amazônia está bem representada na 13ª edição do Women’s Worlds Congress, o Congresso Mundos de Mulheres que acontece pela primeira vez na América do Sul. Trata-se do maior e mais importante evento de estudos e intercâmbio de experiências de organização social e atuação política das mulheres em toda parte do mundo. Nos últimos anos o Congresso Mundos de Mulheres foi realizado em Israel, Holanda, Irlanda, Estados Unidos, Costa Rica, Austrália, Noruega, Uganda, Coreia, Espanha, Canadá e Índia.

Este ano foi a vez do Brasil reunir mais 8.500 participantes, a maioria mulheres, para conferências, simpósios, apresentação e debate de estudos, mesas redondas, rodas de conversas e as mais diversificadas formas de participação para debater os problemas que afetam as mulheres do mundo inteiro e socializar experiências bem sucedidas de políticas públicas para mulheres e o enfrentamento à violência sexual e doméstica, ao feminicídio e aos atentados contra os direitos humanos.

O 13º Congresso Mundos de Mulheres realiza-se no formato de congresso internacional sediado no Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis, de 30 de julho a 4 de agosto e conta com a participação ativa e efetiva de diversos setores dos estudos feministas para aprofundar as teorias das relações de gênero e o papel das mulheres nas sociedades.

Representantes do mundo inteiro estão presentes e reafirmam que a luta feminista é cotidiana e repleta de desafios, e se atualiza nas discussões promovidas em cada encontro, nas trocas de experiências, propostas de ação e no aprofundamento de situações locais. Neste ano, a temática central do Congresso Mundos de Mulheres é a questão das “Transformações, Conexões, Deslocamentos”.

O 13º Mundo de Mulheres converte-se num espaço de diálogo e trocas de experiências com participação de mulheres de todos os seguimentos da sociedade, com presença expressiva de negras e indígenas que tem imprimido ao evento um caráter multicultural promovendo a troca de conhecimentos e valorizando saberes ancestrais guardados e reproduzidos pelas mulheres dos mais diversos países com suas mais variadas experiências de conhecimento acadêmico-científico e tradicionais.

O congresso tem sido também um espaço importante de reafirmação do papel do ativismo das mulheres nos diversos movimentos sociais e organizações populares do mundo inteiro. Um espaço ímpar para se conhecer melhor os desafios e perspectivas das mulheres nos cinco continentes.

O evento transcorre simultaneamente com o 11º Seminário Internacional Fazendo Gênero que se tornou uma referência dos estudos de gênero no Brasil. Dentre as diversas atividades, a Marcha Mundial das Mulheres é um dos grandes destaques e mobiliza participação de mulheres que não estão participando do evento, mas, de alguma maneira, estão na luta e na campanha permanente “contra a pobreza e a violência sexista” fazendo uma crítica contundente ao sistema capitalista e seu modelo de exploração do trabalho e da dignidade das mulheres e de toda sociedade.

O evento vem destacando alguns compromissos com destaque especial para a garantia dos direitos das mulheres imigrantes, negras e indígenas, valorizando a luta e o protagonismo destas mulheres articuladas em redes de apoio e na dinâmica da economia solidária realizada por mulheres urbanas e rurais reafirmando que as “mulheres são sujeitos ativos e protagonistas na luta pela transformação de suas vidas vinculada à necessidade de superar o sistema capitalista patriarcal, racista, homofóbico e destruidor do meio ambiente”.

Diversos movimentos de mulheres e diversos grupos de pesquisas de estudos de gênero definem a presença da Amazônia no evento através de Simpósios Temáticos, Fóruns de Debate, Minicursos, Oficinas, Pôsteres (para estudantes de graduação e PIBIC/EM), Mostra Audiovisual, Exposição Arte e Gênero, Mostra de Fotografias, dentre outras modalidades que provocam importantes debates acerca dos desafios das migrações transfronteiriças, intersecções de gênero, identidade e cidadania, questões indígenas, negras e camponesas.

Por fim, destacamos alguns trechos do manifesto do Congresso Mundos de Mulheres:

“Nós, sujeitas marginalizadas ao longo da história, de todos os continentes, reunidas no 13º Congresso Mundos de Mulheres e Seminário Internacional Fazendo Gênero 11, estamos nas ruas de Florianópolis, neste 2 de agosto de 2017, para chamarmos a atenção do mundo para a luta cotidiana dos movimentos de mulheres, LGTTTQI, com deficiência, gordas, negras, indígenas e feministas. Lutamos contra este sistema patriarcal, racista, capitalista, ultraliberal, fundamentalista religioso, que nos subjuga, oprime, violenta e mata.

Nossa luta é pela vida de todas as pessoas oprimidas em todas as partes do mundo! […] seja nos territórios quilombolas, indígenas, seja no campo ou na cidade, nas águas e nas florestas, nas escolas e nas universidades, estamos juntas!

Seguimos marchando e construindo uma sociedade justa, com igualdade e equidade de direitos para todas/es/os. […] Para denunciar as múltiplas violências, opressões e assédios, físicos e psicológicos, que sofremos diariamente nas ruas, nos ônibus, nas escolas, nos espaços de lazer, na mídia e dentro de nossas casas, no campo e na cidade; o feminicídio, realidade em um mundo que naturaliza e banaliza o ódio e o assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres; as violações das nossas vidas provocadas por um modelo de Estado patriarcal e capitalista presente em todos os continentes, que se fundamenta na conformação dos nossos corpos em objetos e mercadorias; a omissão dos governos, a inexistência de políticas públicas e de estrutura para o enfrentamento efetivo das violências contra as mulheres em diferentes partes do mundo; a ausência de mulheres em espaços importantes de poder e decisão como reflexo do modelo de política e representação patriarcal vigente no mundo, onde as mulheres ainda são discriminadas e boicotadas; a cultura do estupro, que ‘culpabiliza’ as vítimas, mantém os estupradores impunes e naturaliza a violência sexual; […] o  racismo que estrutura a sociedade, produz e reforça as desigualdades sociais; a discriminação racial que violenta e mata principalmente as pessoas negras e indígenas com as armas do Estado e do capital; a expropriação violenta de terras, sementes e recursos ambientais das mulheres do campo e das florestas pelo agronegócio; a expropriação dos filhos de mulheres quilombolas, indígenas e de camadas populares como recurso para atingir e fragilizar essas comunidades […].

O texto do manifesto na íntegra pode ser lido no link:


Marcia Oliveira é doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia (UFAM), com pós-doutorado em Sociedade e Fronteiras (UFRR); mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, mestre em Gênero, Identidade e Cidadania (Universidad de Huelva - Espanha); Cientista Social, Licenciada em Sociologia (UFAM); pesquisadora do Grupo de Estudos Migratórios da Amazônia (UFAM); Pesquisadora do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras: Processos Sociais e Simbólicos (UFRR); Professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR); pesquisadora do Observatório das Migrações em Rondônia (OBMIRO/UNIR). Assessora da Rede Eclesial Pan-Amazônica - REPAM/CNBB e da Cáritas Brasileira.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Amazonas tem maior proporção de evangélicos entre os estados

Polícia Militar do Amazonas reforça efetivo com 502 novos soldados

Problemas complexos exigem propostas sistêmicas

Gilberto Mestrinho e o jacaré: a inteligente defesa do manejo

Boi Garantido anuncia cunhã-poranga sucessora de Isabelle Nogueira

Assuntos Amazonas, Amazônia, Florianópolis, Márcia Oliveira
Redação 2 de agosto de 2017
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Evangélicos na Marcha para Jesus: crença na mudança climática (Foto: Rovena Rosa/ABr)
Dia a Dia

Amazonas tem maior proporção de evangélicos entre os estados

21 de setembro de 2026
Dia a Dia

Polícia Militar do Amazonas reforça efetivo com 502 novos soldados

21 de setembro de 2026
Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

Problemas complexos exigem propostas sistêmicas

21 de setembro de 2026
Manejo do Jacaré na Amazônia
Expressão

Gilberto Mestrinho e o jacaré: a inteligente defesa do manejo

20 de setembro de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?