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Economia

Taxa Selic menor favorece investimentos e concessão de crédito

13 de abril de 2017 Economia
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taxa selic

RIO DE JANEIRO – Pela quinta vez consecutiva, o Banco Central decidiu cortar os juros básicos da economia (Selic). A instituição levou a taxa de 12,25% ao ano para 11,25% – o maior corte em oito anos. Em decisão unânime, a diretoria do BC optou por acelerar o ritmo de cortes. Na reunião anterior, o ajuste feito na taxa havia sido de 0,75 ponto percentual; agora, passou para 1 ponto percentual. Com esse movimento, a Selic caiu ao menor nível desde outubro de 2014, quanto estava em 11% ao ano.

Essa taxa é usada como referência por bancos ao conceder empréstimos a empresas e consumidores e é considerada como um parâmetro para definir o custo do capital no Brasil. Na prática, ela é a taxa mínima de retorno de um investimento e, quanto mais baixa ela fica, mais interessante é para o empresariado tirar projetos da gaveta e contratar.

Em comunicado, a diretoria BC afirmou que o comportamento da inflação e a queda de preço dos alimentos são favoráveis para a política monetária. “Essa intensificação moderada (corte mais forte nos juros) em relação ao ritmo das reuniões de janeiro e fevereiro mostra-se, no momento, adequada”, informou o BC.

Ainda no documento, a instituição explicou que Comitê de Política Monetária entende que o movimento observado na inflação, que deve recuar para níveis ao redor de 4,5%, é compatível com o processo de flexibilização monetária (corte de juros).

Importância da Selic

A definição da taxa Selic é importante para a economia por ser uma referência para investimentos. Os juros são considerados a menor taxa de retorno para o custo do dinheiro. Ou seja, quando um empresário decide tirar um projeto do papel, ele avalia se o lucro do projeto é maior ou menor que essa taxa básica.

Se a Selic for menor do que a taxa esperada de lucro do investimento, o mais provável é que esse empresário mantenha esses recursos investidos em alguma aplicação financeira, com risco menor.

Empréstimos

A taxa básica de juros também tem influência direta sobre o quanto um consumidor paga por empréstimos e financiamentos. Quando o BC altera o valor dessa, também muda o custo dos bancos para captar recursos, dinheiro que será emprestado posteriormente aos clientes.

Se o custo do banco sobe, o empréstimo para o consumidor também pode subir. Se a taxa baixa, esse custo pode baixar. Os juros básicos ainda têm uma importância grande, porque ajudam a controlar a inflação.

Meta de inflação

No Brasil, para os preços não saírem de controle, foi criado um sistema de metas de inflação. Ele funciona assim: o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado por ministros de Estado, define um objetivo a ser perseguido pelo Banco Central. Em 2017, a meta é uma inflação em 4,5%.

Essa meta, no entanto, permite uma margem para abrigar possíveis crises e choques de preço, ou seja, em situações excepcionais, o IPCA pode chegar a, no máximo, 6% e a no mínimo 3%.

(ABr/Agência Brasil)

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Assuntos banco central, Copom, juros, taxa selic
Cleber Oliveira 13 de abril de 2017
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