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Esporte

Brasil empata com a Inglaterra no reencontro com o Maracanã

3 de junho de 2013 Esporte
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O Maracanã ficou pronto – ou quase. Mas a seleção brasileira dá sinais de que ainda vai demorar até edificar uma equipe confiável. No reencontro entre o principal templo do país e a camisa mais vencedora do mundo, o Brasil empatou por 2 a 2 com a Inglaterra neste domingo. Todos os gols saíram no segundo tempo. Fred abriu o placar para a Seleção, Chamberlain e Rooney viraram para o English Team, e Paulinho garantiu a igualdade.

Torcida faz festa no novo Maracanã, mas sai sem vitória (Foto: Agência AP)

Foi uma tarde de festa para 66 mil torcedores. E também de erros e acertos, de motivos para se animar e de avisos com os quais se preocupar. Neymar, com a camisa 10, fez ótimo primeiro tempo. E desapareceu no segundo. A torcida apoiou quase o tempo todo – mas não gostou de ver Hulk em campo e Lucas no banco.

Pelo rendimento verde-amarelo na primeira etapa, talvez o resultado tenha sido pobre. Mas é fato que a Inglaterra soube reagir. E poderia até ter vencido.

Foi o penúltimo teste do Brasil antes da Copa das Confederações. Dentro de uma semana, na Arena do Grêmio, a Seleção enfrenta a França.

O dono do time

Não se escolhe uma camisa 10 como quem escolhe batatas no supermercado. Tem todo um simbolismo nisso. Não foi por acaso que Neymar, em um jogo simbólico, com esse jeitão de rito de passagem, foi ao novo campo do novo Maracanã com o novo número às costas – só o vestira uma vez, em 2011, contra a Alemanha. Todo camisa 10 parece dizer que pretende ser o dono do time. E Neymar, no primeiro tempo do jogo contra a Inglaterra, foi.

Uma pena não ter saído o gol. Para se ter uma noção da supremacia verde-amarela, o Brasil já somava 15 finalizações aos 34 minutos de jogo, contra absolutamente nenhuma dos ingleses. Neymar participou de boa parte delas, muito bem acompanhado por Oscar. Eles comandaram um time que surpreendeu ao aparecer com Hulk, em vez de Lucas, no setor ofensivo. Filipe Luís na esquerda e Luiz Gustavo no meio foram as outras novidades de Felipão.

Neymar não se aquietou. Tentou de voleio, e a zaga cortou; aproveitou falha de Johnson na pequena área, mas o goleiro Hart salvou; bateu colocado, rente ao ângulo. Filipe Luís, Oscar e Daniel Alves foram outros a arriscar a gol. Hulk, de letra, quase fez um golaço.

A torcida esteve com o time. Foi paciente. Em alguns minutos, porém, pediu Lucas – mesmo que Hulk não estivesse exatamente mal em campo. O público viu que não existiu grau de comparação entre as duas equipes. A Inglaterra só deu sinal de vida lá nos minutos finais do primeiro tempo. Walcott, livre, às costas da zaga, quase fez o crime. Julio Cesar salvou.

Quatro gols

Fred esteve um tanto sumido no primeiro tempo. Costuma ser um sinal de gol. Aos 13 minutos do segundo, um chute de Hernanes, que entrara no lugar de Luiz Gustavo, encontrou  o travessão de Hart. No rebote, apareceu o matador para matar, apareceu o goleador para fazer o gol. O camisa 9 bateu direto, de primeira: 1 a 0.

O gol foi importante. Minutos antes, parte do público havia vaiado Felipão pela escolha de tirar Oscar para a entrada de Lucas. Ele chegou a ser chamado de burro. O que a torcida queria era a saída de Hulk. Mas ele só deixaria o campo bem depois. E quando a partida já estava novamente empatada…

A Inglaterra jogou bem mais na etapa final do que no primeiro tempo. Não deixou o Brasil passear pelo campo de ataque. E resolveu ameaçar também. Aos 21 minutos, a mudança de postura teve resultado. Após bom tabelamento, Chamberlain bateu forte, no canto de Julio Cesar. Era o empate.

Um problema sensível do Brasil depois do intervalo foi a queda de Neymar. Foi como se ele tivesse usado toda sua munição nos 45 minutos iniciais. Fez falta. A entrada de Lucas não eliminou o vácuo.

O que era bom, deixou de ser; o que pareceu ruim, ficou pior. Aos 33, Rooney acertou um chute raro de fora da área, encobrindo Julio César. Golaço.

Mas o Brasil reagiu. Lucas, da direita, mandou na área. Paulinho pegou forte, de primeira. Belo gol.

O jogo ficou aberto. Poderiam ter saído novos gols. Mas persistiu o empate de um time menos pronto do que o estádio que ele reencontrou neste domingo.

Via Globoesporte.com

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Assuntos brasil, copa das confederacoes, esporte, Inglaterra
Valmir Lima 3 de junho de 2013
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