
Do ATUAL
MANAUS – A fumaça causada por incêndios florestais impediu as operações aéreas de combate ao fogo no Amazonas neste sábado (17). Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a baixa visibilidade comprometeu os voos nos dois aeroportos utilizados pelas equipes em Manaus. A retomada depende da melhora das condições meteorológicas.
A suspensão temporária ocorre em meio ao avanço dos focos de calor e à piora da qualidade do ar na capital amazonense. Conforme dados da Defesa Civil de Manaus, o número de focos de calor passou de 226 na sexta-feira (16) para 705 no sábado (17).
O Ibama informou que a fumaça impede as aeronaves de operar quando a visibilidade fica abaixo dos limites exigidos pelas normas de segurança da aviação, que é de 5 mil metros, conforme as condições e as regras aplicáveis.
Em determinadas situações, o voo visual especial pode ocorrer com limites inferiores. Entretanto, quando a visibilidade fica abaixo dos mínimos permitidos, os voos são suspensos por segurança.
A restrição afeta diretamente o combate aos incêndios, pois os aviões são utilizados para lançar água sobre as áreas atingidas pelas chamas, enquanto os helicópteros transportam brigadistas e equipamentos e prestam apoio às equipes em solo.
O avião KC-390, da Força Aérea Brasileira, também deverá retornar às operações após a conclusão dos serviços de manutenção.
Diante das condições atmosféricas e das distâncias entre as áreas atingidas pelos incêndios, o Ibama ajustou a distribuição das aeronaves utilizadas na operação. O planejamento informado pelo órgão prevê a seguinte estrutura:
- Parintins: dois aviões Air Tractor, com início das operações previsto para domingo (18 de outubro).
- Itacoatiara: dois aviões Air Tractor e uma aeronave da Defesa Civil estadual.
- Manaus: dois aviões Air Tractor, um avião KC-390 e três helicópteros.
Os aviões Air Tractor são empregados no combate direto às chamas, com lançamentos de água sobre os focos de incêndio. O KC-390 tem capacidade para transportar e lançar grandes volumes de água por meio de um sistema específico de combate a incêndios. Os helicópteros dão suporte às equipes terrestres e permitem o transporte de pessoal e equipamentos para áreas de difícil acesso.
A distribuição busca aproximar os recursos das regiões prioritárias e ampliar a capacidade de resposta, respeitando as limitações impostas pelas condições de voo.
O governo federal mobilizou uma força-tarefa para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas. Em nota publicada no dia 12 de outubro e atualizada no dia 13, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que o Ibama havia extinguido 292 incêndios desde o início da temporada e ainda atuava em oito ocorrências ativas.
Naquele balanço, a estrutura federal disponibilizada para o estado incluía 11 aeronaves: seis aviões Air Tractor, um KC-390 equipado para o combate a incêndios, três helicópteros e um avião Caravan para apoio logístico.
O órgão também informou que cerca de 250 brigadistas atuavam em campo, com outros 40 brigadistas federais em deslocamento para reforçar as equipes.
