
Do ATUAL
MANAUS – A poluição do ar em Manaus na manhã deste sábado atingiu o nível perigoso, a pior avaliação na escala sobre qualidade do ar. Às 7h, o monitoramento marcou 637 AQI, com concentração de partículas finas PM2,5 de 394,3 µg/m³, segundo o sistema IQAir. O alerta é da OMS (Organização Mundial de Saúde).
A categoria perigosa indica risco para toda a população, e não apenas para os grupos mais sensíveis. Antes, por volta das 6h, a qualidade do ar era péssima segundo registro do Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental) da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).
A classificação perigosa é registrada no décimo dia de poluição em Manaus, iniciada em 8 de outubro, em função das fumaças de queimadas que encobrem a capital. Naquela data, o Selva registrou 490,1 µg/m³ de PM2,5, o maior valor de 2026 até agora. O número se refere a um ponto de monitoramento, e não à média da cidade.
Por isso, ainda não é possível afirmar que o índice de hoje seja um recorde. A concentração de 394,3 µg/m³ fica abaixo do pico de 8 de outubro, e o Amazonas não conta com uma rede ampla de monitoramento que permita comparar com toda a série histórica.
Outro levantamento divulgado na manhã deste sábado, às 8h05, citava AQI de 441 e PM2,5 de 295,9 µg/m³, o que mostra como os valores variam conforme a estação e o horário.
As partículas finas da fumaça penetram profundamente nos pulmões e podem agravar problemas respiratórios e cardíacos. Em nível perigoso, o risco se estende a toda a população, mas crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são os mais vulneráveis.
A recomendação é evitar exercícios ao ar livre, reduzir o tempo de exposição à fumaça e usar máscara PFF2 ou N95 quando for necessário sair.
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