
Do ATUAL
MANAUS – O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Progressista) reafirmou neste domingo (27) o compromisso de viabilizar a exploração de terras raras no Amazonas. A declaração foi dada em encontro com apoiadores em Apuí, município da Calha do Madeira, no sul do estado, a uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
“O Amazonas tem um potencial gigante que vai muito além da nossa capital, e o projeto de terras raras em Apuí é a prova disso”, disse o governador. Segundo ele, a iniciativa pode colocar o estado “no mapa global das tecnologias do futuro”, com emprego, renda e novas oportunidades para quem mora no interior.
Na prática, o governador quer dizer que o Amazonas passaria a fazer parte de uma cadeia estratégica de minerais usados em celulares, baterias, veículos elétricos e energia renovável. A China domina hoje a produção e o refino desses minerais, e vários países buscam fornecedores alternativos.
O projeto de Apuí é apontado como um dos principais de argila iônica de terras raras fora da China. O governador, porém, não detalhou como isso se daria, e o empreendimento ainda depende de licenciamento ambiental. Por ora, é uma expectativa, não um resultado.
O Projeto Ema é conduzido pela BBX do Brasil, subsidiária da australiana Brazilian Critical Minerals (BCM), com investimento estimado entre R$ 200 milhões e R$ 285 milhões. A jazida fica a cerca de 25 quilômetros do centro de Apuí, perto da BR-230 (Transamazônica).
A previsão é de início da extração e da exportação em 2027, dependendo das licenças ambientais e das concessões de lavra. A projeção é de cerca de 500 empregos na implantação e faturamento anual de R$ 400 milhões.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) já aprovou os relatórios finais de exploração, e a empresa avança em audiências públicas e nos trâmites de licenciamento ambiental e fundiário junto ao Incra.
Roberto Cidade fala do projeto desde junho, quando comemorou nas redes sociais a aprovação da ANM.
Em julho, recebeu representantes da BBX Mineração e, em atos de pré-campanha em Manaus, passou a citar as terras raras de Apuí ao lado do potássio em Autazes e da produção de petróleo e gás em Coari, como exemplos de projetos que, segundo ele, vão gerar empregos no interior.
