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Economia

Confiança da construção sobe para 70,7 pontos

26 de julho de 2016 Economia
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A queda nas vendas de materiais de construção em janeiro foi a 24ª queda consecutiva na comparação anualMarcelo CamargoAgência Brasil
Pela primeira vez desde novembro do ano passado houve alta(Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 2,7 pontos em julho na comparação com junho, para 70,7 pontos, o maior nível desde agosto de 2015 (72,4 pontos), divulgou na manhã desta terça-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, a média móvel bimestral do índice cresceu 0,8 ponto na margem, o terceiro avanço seguido.

Pela primeira vez desde novembro do ano passado houve alta tanto do indicador que mede a situação corrente quanto do índice de expectativas de curto prazo.

Em julho, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) avançou 1,0 ponto para 62,7 pontos, a segunda alta consecutiva. A maior influência na alta do ISA-CST foi do quesito que capta a situação atual da carteira de contratos, que variou 1,3 ponto em relação ao mês anterior, alcançando 61,6 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 4,4 pontos na passagem de junho para julho, atingindo 79,3 pontos, o maior nível desde abril de 2015. Dentre os quesitos que integram o IE-CST, o item que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para alta no mês, com alta de 4,6 pontos, para 81,6 pontos.

Na avaliação da FGV, o resultado sinaliza uma melhora da percepção dos empresários, embora o nível de confiança ainda seja muito baixo em termos históricos.

“As indicações de retomada de obras paradas e de novas contratações nos programas governamentais, assim como as perspectivas mais positivas para a economia, reduziram o pessimismo setorial”, escreveu, em nota, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, Ana Maria Castelo.

A edição de julho de 2016 coletou informações de 700 empresas entre os dias 1º e 22 deste mês.

Nuci da Construção

A partir de julho, a FGV passou a divulgar mensalmente o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor da Construção. O indicador procura medir, a partir de dados individuais de empresas, a relação entre o produto efetivamente gerado em determinado setor como proporção do produto potencial caso toda sua capacidade produtiva estivesse em uso.

A série começa a partir de abril de 2013. Em julho de 2016, o Nuci do setor cresceu 0,8 ponto porcentual ante junho, alcançando 64,4%, nível mais alto desde março.

“A atividade da construção se mantém bastante deprimida e mesmo com o aumento de julho, o Nuci ainda não voltou ao nível do primeiro trimestre do ano. As indicações de realização de novos negócios e de retomada de contratações ainda não apresentam a robustez necessária para confirmar a recuperação”, ressaltou Ana Maria Castelo.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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administrador 26 de julho de 2016
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