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Economia

Bolsonaro promete facilitar entradas de chineses no Brasil para fazerem negócios

24 de outubro de 2019 Economia
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bolsonaro china
Presidente Jair Bolsonaro recebendo credenciais dos novos embaixadores, embaixador SrYang Wanming (Foto: Antonio Cruz/ ABr)
Por Raquel Landim, da Folhapress

PEQUIM, CHINA – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira, 24, a “pesos pesados” da indústria da China que pretende eliminar a burocracia nas viagens de chineses ao Brasil. O objetivo é facilitar o trânsito de comitivas com integrantes de empresas interessadas em avaliar oportunidades de investimento no Brasil. A falta de postos e a burocracia brasileira têm limitado a formação de grupos de investidores ao país.

Bolsonaro se reuniu em Pequim com 19 presidentes de grandes companhias chinesas de setores como varejo, aviação, infraestrutura, agrícola e entretenimento. Entre eles, estavam Wang Ming Qiang,  CEO do Alibaba, Feng Yong Fang, presidente do Grupo de Investimentos CRCC (infraestrutura), e Yu Songho, presidente do HeRun Group, um dos maiores importadores de soja do país.

O encontro foi organizado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que convidou companhias com as quais a entidade mantém contato. Hoje os empresários chineses que querem viajar ao Brasil precisam ir a um dos três consulados brasileiros no país, situados em Pequim, Xangai e Cantão.

Já existe um plano em andamento para ampliar para 12 cidades. Bolsonaro também aproveitou a oportunidade para frisar aos chineses que o Brasil agora está “solvente” após a aprovação da reforma da Previdência, o que dará previsibilidade aos seus negócios. A reunião foi bastante protocolar e durou cerca de meia hora. Os empresários chineses apresentaram seus negócios e falaram sobre seu desejo de investir no Brasil.

A abertura de Bolsonaro ao investimento chinês representa uma importante mudança de postura em relação ao discurso adotado na campanha eleitoral. Na época, o então candidato chegou a afirmar que “a China não estava comprando no Brasil, mas comprando o Brasil”.
A ala política brasileira capitaneada por Olavo de Carvalho -conhecido como o “guru” de Bolsonaro-, não vê com bons olhos a aproximação entre Brasil e China.

Em janeiro deste ano, um comitiva de deputados visitou a China para conhecer os sistemas de segurança por reconhecimento facial do país e foi duramente criticada pelo escritor que chamou os congressistas de “caipiras” e “semianalfabetos”.

Apesar da resistência de parte de seus eleitores, Bolsonaro tem adotado um tom pragmático e levado aos chineses a mensagem de que o Brasil está aberto a negócios. A China é o maior parceiro comercial do Brasil. De janeiro a setembro, o intercâmbio comercial entre os dois países somou US$ 72,8 bilhões. Em 2018, foram US$ 98,8 bilhões -um recorde.

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Assuntos Bolsonaro, China, Negócios
Redação 24 de outubro de 2019
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