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Geral

Milhares de indígenas chegam ao centro militarizado de Quito

10 de outubro de 2019 Geral
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Da Agência Brasil

BRASÍLIA – Em meio ao retorno do presidente do Equador, Lenín Moreno, à capital e uma espessa nuvem de gás lacrimogêneo que inundou as ruas estreitas que circundam o centro histórico, dezenas de milhares de indígenas, trabalhadores e estudantes aprofundaram seus protestos na terça-feira, 9, e prosseguiram até as proximidades do palácio presidencial militarizado.

O objetivo era chegar ao Palácio Carondelet, mas o prédio estava completamente cercado e guardado pelas forças de segurança. No entanto, e apesar dos esforços da polícia para conter o progresso, um grande número de manifestantes foi instalado a apenas quatro quarteirões ao norte, na Praça do Teatro.

A marcha dos indígenas, entretanto, culminou na Praça de Santo Domingo, também a quatro quarteirões de distância, mas ao sul.

A partir de segunda-feira, os manifestantes começaram a chegar aos milhares em Quito, após um apelo da Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) para lutar contra a suspensão dos subsídios aos combustíveis, medida enquadrada em um plano de ajuste vinculado a um empréstimo do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Paralelamente, os principais sindicatos do país pediram uma greve nacional e aderiram aos protestos.

Com algumas rotas cortadas, sem transporte urbano e com a capital quase tomada e cheia de barricadas, o governo não pôde retomar a continuidade das aulas, como prometido, o que aumentou a sensação de paralisia em boa parte do país.

Nesse difícil contexto, o presidente tentou recuperar o controle da capital e voltou hoje a Quito, embora seu governo não tenha relatado seu paradeiro exato por razões de segurança.

Moreno havia deixado Quito na noite de segunda-feira e se estabelecera na cidade de Guayaquil, o coração econômico do país e o bastião tradicional do centro-direita.

A partir daí e enquanto a enorme coluna de povos indígenas atravessava Quito e se aproximava do centro histórico militarizado, ele prometeu manter sua política econômica e, principalmente, a suspensão dos subsídios aos combustíveis e acusou o ex-presidente Rafael Correa de estar por trás de todos os protestos. 

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Assuntos Equador, FMI, indígenas, Quito
Redação 10 de outubro de 2019
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