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Economia

Brasil e Argentina elevarão PIB da América Latina, diz Banco Mundial

12 de outubro de 2017 Economia
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Indústria têxtil (Foto: industrytextil.com/Divulgação)
Retomada dos investimentos e da produção industrial estão entre os fatores que elevarão o PIB (Foto: industrytextil.com/Divulgação)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – Depois de uma desaceleração de seis anos e uma contração econômica de 1,3% em 2016, a América Latina e o Caribe voltarão a crescer a partir deste ano, puxados pela expansão da Argentina e do Brasil, previu relatório sobre a região divulgado pelo Banco Mundial. Mas a fragilidade fiscal continua a ser a principal debilidade da região, com déficits em quase todos os países, o que demanda programas de ajuste.

Usando projeções do mercado, a instituição espera aumento do PIB de 1,2% em 2017 e de 2,3% em 2018. O estudo diz que o movimento será impulsionado pela “robusta recuperação” nos dois principais sócios do Mercosul. O Brasil deverá registrar expansão de 0,6% neste ano e de 2,3% no próximo. Na Argentina, os índices esperados são de 2,8% e 3,0%, respectivamente.

A frágil situação fiscal da maioria dos países é o principal risco do ponto de vista macroeconômico, disse o relatório. Dos 32 países analisados, 28 terão um balanço negativo em 2017. Na América do Sul, o déficit fiscal médio será de 6% do PIB, depois de um crescimento de 5,1 pontos porcentuais de 2011 a 2017. No Brasil, o déficit deve ficar pouco acima de 8% do PIB, segundo as projeções do Banco Mundial. O índice esperado para México, América Central e Caribe é de 1,5%.

O desequilíbrio levou ao aumento da dívida pública na maioria dos países, para uma média de 59% do PIB. Com um índice de quase 80%, o Brasil está entre os 16 países que superam esse patamar. Na avaliação da instituição multilateral, o País precisará de um ajuste fiscal equivalente a 7% do PIB para estabilizar a trajetória da dívida, o terceiro maior porcentual, atrás apenas de Trinidad e Tobago e Equador. Mas o economista-chefe da instituição para região, Carlos Vegh, ressaltou que é necessário gradualismo nesse processo, em razão do baixo nível de crescimento da região. “Não é preciso um choque”.

Na avaliação do Banco Mundial, fatores externos, como o preço de commodities, terão impacto “neutro” sobre a evolução do PIB, o que demandará o fortalecimento de fontes domésticas de crescimento. “Reformas no mercado de trabalho e educação, mais gastos em infraestrutura e o enfrentamento da situação fiscal serão chave”.

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Assuntos argentina, Banco Mundial, brasil, pib
Cleber Oliveira 12 de outubro de 2017
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