Afebras quer empresas de refrigerantes fora da Zona Franca de Manaus

Fabricantes de refrigerantes pressionar o governo a rever corte no subsídio para concentrados produzidos em Manaus (Foto: Idec/Divulgação)

Fabricantes de refrigerantes pressionam o governo a rever corte no subsídio para concentrados produzidos em Manaus (Foto: Idec/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – O encerramento das atividades industriais da PepsiCo em Manaus não cessou a polêmica gerada com o fechamento da fábrica de concentrados de refrigerantes, a demissão dos 51 trabalhadores da empresa e a redução dos incentivos fiscais para o setor decretado pelo presidente Michel Temer. A Afebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil) considera a saída da PepsiCo como positiva e quer os fabricantes fora do Amazonas. “Estamos lutando para que as quatro principais fabricantes fechem (suas unidades em Manaus). Uma já fechou”, afirmou Fernando Bairros, presidente da Afrebras, em entrevista à Exame. A entidade representa pequenos produtores de refrigerantes e classifica de concorrência desleal os incentivos fiscais em Manaus.

A Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) considera que as outras companhias podem seguir o mesmo caminho. “A saída da Pepsi é uma sinalização muito ruim. O que pode acontecer é o desmantelamento da Zona Franca de Manaus aos poucos”, disse Alexandre Jobim, presidente da Abir, também à revista Exame. A entidade reúne 60 fabricantes, dentre elas Coca-Cola, Pepsi, Ambev e Heineken

A advertência ocorre sete meses após o governo federal diminuir de 20% para 4% a alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os fabricantes de concentrados em Manaus. Temer adotou a medida em junho deste ano. Os grandes fabricantes, incluindo a gigante Coca-Cola, pressionaram o governo para rever a decisão. É que as empresas acumulavam crédito com a isenção dos 20% de IPI.

Para evitar maior insatisfação no setor, o presidente editou novo decreto aumentando a alíquota de isenção para 12% no primeiro semestre de 2019 e, no segundo, haverá nova redução para 8%. Somente em 2020 os 4% de isenção serão adotados.

“O governo tem que decidir se quer continuar com a Zona Franca de Manaus. Se o benefício ficar em 4%, a operação não fica de pé e as empresas não vão ficar lá”, disse Alexandre Jobim à Exame. A associação afirma que a produção de xarope gera 14 mil empregos na região, diretos e indiretos. A Abir defende um desconto de 15%.

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