Um senhor candidato

Em decisão próxima da unanimidade, o PSDB optou pela candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República. As pretendidas prévias não passarão de figuração, cumprimento de tabela, perda de tempo, energia e dinheiro. Bem que o partido deveria vetá-las, uma vez que, quem as defende, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, não tem densidade política nacional. Sem dispor do apoio de uma única liderança de expressão, as eleições partidárias preambulares servirão apenas para levar Manaus ao noticiário da grande mídia, pelo lado da vergonha. A cida de experimenta uma das piores administrações de sua história. Em todos os setores, uma tragédia, notadamente em relação à saúde, educação e mobilidade urbana. Tem-se um trânsito caótico, com ruas, avenidas e corredores urbanos em estado deplorável. Uma das mais difíceis para o empreendedorismo. É tudo o que o Brasil verá, um retrato sem retoques, com a pretensão delirante do tucano amazonense, que talvez tenha a intenção de jogar cortina de fumaça sobre o desastre da gestão municipal.

Pois bem, na outra ponta, o partido fez o que tinha que fazer, ao escolher Geraldo Alckmin para presidi-lo e representá-lo nas próximas eleições presidenciais de 2018. Que o digam lideranças como Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e outros.

Estive com o governador paulista, quando disputou o pleito com Lula da Silva, em segundo turno, e dele guardei a melhor das impressões. Com agenda em punho, anotava tudo, especialmente o que entendia conveniente e importante, enquanto discutíamos o futuro da Amazônia e sua integração ao Brasil desenvolvido, respeitados os parâmetros de preservação ambiental da hileia. Interessado em dar cumprimento ao dispositivo constitucional que ordena como objetivo permanente da União a superação das profundas desigualdades regionais, mostrava desde então forte determinação em dar cumprimento aos anseios da naci onalidade por um país desenvolvido de forma harmônica e alcance geral.

No plano ético e moral, Geraldo Alckmin governa o maior PIB do país, manifestação da pujança da economia e da indústria brasileira. Ainda assim, nestes tempos bicudos, de ampla, geral e irrestrita corrupção que envolve a classe política, consta-me que o governador que dirige São Paulo, já em terceiro mandato, continua morando no mesmo apartamento modesto. Não fez o que muitos dos governadores e prefeitos fazem pelo Brasil afora, que, tão logo eleitos, passam a habitar mansões de causar inveja aos milionários da Riviera Francesa.

De mais a mais, Alckmin enfrentou na direção do Estado de São Paulo a mesma crise e a mesma recessão profunda na economia que atinge a Nação, herança grave e nefasta do lulopetismo. Todavia, em meio à grande procela, saiu-se com proficiência na condução da administração e das finanças públicas, postas, como se encontram, em perfeito equilíbrio fiscal, numa situação que bem poderia servir de modelo às demais unidades da Federação.

É sério, probo e competente. Hoje, nesse cipoal de ineficiências, iniquidades e improbidades, seu nome traduz uma das raras oportunidades que a sociedade brasileira terá de passar a limpo sua história, em oposição ao despreparo e ao cinismo de Lula. Além de proclamar-se honesto, como se não bastasse, o ex-metalúrgico procura agora atirar sobre a Lava-Jato a responsabilidade pela falência do Estado do Rio de Janeiro, há anos administrado por uma camarilha que sempre teve seu incondicional apoio.

O Brasil saberá identificar em Geraldo Alckmin a alternativa sensata, ajustada à índole de seu povo, distante do extremismo malsão de direita ou de esquerda.

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