Marcos Rotta diz que em 2017 prefeitura terá menos secretarias para encarar a crise

Marcos Rotta

Marcos Rotta diz que prefeitura fará cortes e que PMDB poderá ter secretários (Foto: Agência Câmara)

Por Rosiene Carvalho, Da Redação

O vice-prefeito eleito de Manaus, Marcos Rotta (PMDB), disse ao ATUAL, que a Prefeitura deve diminuir o número de secretarias e funcionários comissionados como medida de enfrentamento à crise econômica em 2017. Rotta disse que o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) têm afirmado em reuniões que o próximo ano deve ser “muito difícil”.

A declaração de Rotta foi feita ao ser questionado se a prefeitura faria cortes de pastas e funcionários no próximo ano: “Eu acho que existe (possibilidade de cortes de pastas e funcionários). Ele próprio tem dito que o ano de 2017 será um ano muito difícil”, disse. Questionado sobre o número de funcionários comissionados no quadro do município, Rotta respondeu: “Não sei. Ela é bem enxuta”, afirmou.

O vice-prefeito disse que considera que, além dele próprio, o PMDB tem bons quadros que podem ajudar a compor a administração municipal a partir de 2017. Segundo ele, todo processo está sendo discutido com naturalidade sem imposições ao prefeito. Rotta afirmou estar grato por toda “gentileza” com a qual Arthur tem tratado ele publicamente e nas reuniões internas. “Acho que é possível, o PMDB tem bons quadros. Acho que é possível. Isso tudo ficará a cargo do prefeito. Onde eu puder servir melhor, eu servirei. Acho que vamos ajustando. E no dia 1º, quando vamos tomar posse, tudo vai estar ajustado. Vamos fazer anúncio, possíveis trocas ou não de secretários. Estou muito contente, estou com uma relação muito aberta, franca e informal. Ele tem sido muito gentil nas manifestações públicas. E eu só tenho a agradecer”, disse.

Questionado sobre o nome do professor Gedeão Timóteo Amorim, vereador eleito, Rotta respondeu: “Gedeão é um excelente técnico, é uma liderança no segmento educacional. Foi ótimo secretário de Educação do Estado, tem um grande legado na Educação”.

No mesmo dia, o senador Eduardo Braga afirmou que não há, por parte do PMDB, qualquer pressão por cargos em função do apoio na campanha eleitoral deste ano. “Vamos participar construindo, ajudando, não reivindicamos cargos. Não estamos em processo de negociação política para indicar secretários. O prefeito está à vontade para escolher secretários. Vamos ajudar”, disse.

Administração

A atual administração conta com 15 secretarias, duas a menos do número de secretarias com que Arthur iniciou a gestão em 2013. A estrutura da Prefeitura de Manaus tem ainda seis órgãos da administração indireta, com quatro autarquias e duas fundações.

Dos 17 secretários nomeados em 2012 no início da primeira gestão de Arthur, sete permaneceram com ele até o final do mandato: Marcio Noronha (Casa Civil), Marcos Cavalcanti (PGM), José Fernando de Farias (Casa Militar), Ulisses Tapajós (Finanças), Kátia Schweickardt (Educação), Maria Goreth Ribeiro (Secretaria da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos), Paulo Rocha Farias (Limpeza Urbana).

Destes, dois foram trocados por Arthur de suas pastas antigas para outras com maiores poderes: Márcio Noronha (que era de Comunicação, em 2013) e Kátia Schweickardt (que era de Meio Ambiente). O resto foi trocado. Alguns de maneira constrangedora como o ex-secretário de Infraestrutura e ex-vice-prefeito Hissa Abrahão, demitido ao vivo durante uma entrevista de rádio.

Na administração indireta, também há nomes que estão com Arthur desde o primeiro dia da administração tucana como: Roberto Moita (Implurb) e Martha Moutinho da Costa Cruz (Fundação Doutor Thomas), filha do desembargador Ari Moutinho e irmão do presidente do TCE, Ari Moutinho.

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