Representante da Fucapi diz que Azione foi expulsa por não honrar contrato

Fucapi Manaus

Contrato previa o pagamento de mensalidade de R$ 300 mil à Fucapi (Foto: Divulgação/Fucapi) (Foto: Divulgação/Fucapi)

Da Redação

MANAUS – Em reunião para esclarecer a situação da Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica), nesta segunda-feira, 11, o diretor Miguel Giovanni Figlioulo disse que a empresa Azione Educação não pagou a mensalidade de R$ 300 mil, nem as contas de água, luz e internet que estavam previstas no contrato de locação de imóvel. A inadimplência motivou a suspensão do acesso ao sistema de informações educacionais e a expulsão da empresa das instalações da fundação no último dia 7.

Segundo Miguel Figlioulo, as negociações entre a Azione Educação e a Fucapi começaram em setembro do ano passado quando os representantes da empresa propuseram investimento de US$ 10 milhões na área educacional da instituição. “A proposta deles foi aceita pelo conselho da Fucapi e aí se começou a promessa de aporte. Primeiro foi final de novembro, depois foi para janeiro, fevereiro, março, e aí começou a gerar desconforto”, disse.

O contrato foi assinado no último dia 16 de abril, uma semana depois que o MP-AM moveu Ação Civil Pública pedindo a nomeação de um interventor provisório e o bloqueio de bens do conselho gestor da fundação. A Azione Educação passou a receber as mensalidades pagas pelos alunos, mas não pagou a mensalidade de R$ 300 mil e as contas de luz, internet e água, referentes ao contrato de locação de imóvel.

Para pressionar a empresa, o conselho diretor decidiu suspender o acesso da Azione ao datacenter da instituição, o que motivou a empresa, no dia 25 de maio, a ingressar com pedido judicial na 1ª Vara Cível para ter acesso ao sistema de informações educacionais da fundação. O pedido foi negado pela juíza Silvânia Corrêa Ferreira em decisão publicada no dia 5 deste mês.

Segundo o diretor, após suspensão do acesso pela Azione, o sistema teve que ser desligado porque recebia em média 30 tentativas de invasões por dia. “Tivemos que desligar o sistema. Eles queriam a base de dados para emitir boletos para receber, para dar golpe ou não. Não foi isso que foi combinado com eles. Em nenhum momento foi combinado que eles iam depender das mensalidades da Fucapi. O contrato era para investimento”, disse o diretor.

A expulsão

Após a decisão da juíza Silvânia Corrêa Ferreira, o conselho decidiu expulsar a Azione Educação das instalações da Fucapi e criou uma comissão para gerenciar temporariamente a fundação. A comissão é formada pelo diretor Miguel Figlioulo, uma servidora administrativa e dois professores. “Acabou essa história da Azione. Nós não vamos mais fazer isso. Não queremos mais a entrada deles aqui”.

A comissão formada por 4 pessoas será responsável por gerenciar os recursos da instituição. O diretor Miguel Giovanni disse que toda sexta-feira 70% do valor arrecadado da semana será destinado ao pagamento dos professores e 30% à manutenção da infraestrutura da faculdade.

As folhas de pagamento estão em atraso desde o ano passado. Segundo o diretor, a comissão está tentando contratar os professores para ocupar as vagas dos trabalhadores que decidiram deixar a instituição. “Nós vamos tentar recuperar o máximo de professores possível. Aqueles que realmente por algum motivo não quiserem mais, aí nós vamos ter que substituir”, disse.

Na noite desta segunda-feira, 11, alunos e professores promoveram assembleia no auditório da Fucapi para esclarecer à sociedade a atual situação da Fucapi. O evento teve a participação de Miguel Figlioulo e do diretor do Procon-AM, Paulo Radin. Os alunos querem que o órgão de proteção ao consumidor acompanhe o processo de gestão temporária da comissão.

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