Professores paralisam aulas em Manaus nesta quarta para cobrar aumento de salário

Semed sede

Professores vão promover manifestação em frente à Semed para cobrar aumento salarial (Foto: Rodemarques Abreu/Semed)

Da Redação

MANAUS – Professores, técnicos administrativos e merendeiros da rede municipal de ensino anunciaram manifestação nesta quarta, 13, em frente da Semed (Secretaria de Educação), na zona centro-sul de Manaus, para cobrar reajuste salarial. Os professores reivindicam aumento de 15%. O protesto está agendado para ocorrer às 7h. As aulas nas escolas municipais serão paralisadas, informou o sindicato da categoria.

Conforme a nota, os servidores da educação querem 100% de reajuste no vale-alimentação e no auxílio localidade, pagamento integral do auxílio-alimentação e transporte para professores com carga horaria de trabalho dobrada, o rateio e a prestação de contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a abertura de edital para concurso público com vagas de merendeiras, serviços gerais, técnicos administrativos e professores, além da incorporação da prática docente no vencimento, o fim dos contratos dos prédios alugados e a construção de escolas e creches.

Pauta de reivindicação tem ainda o plano de segurança para escolas e creches, a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), revisão da progressão horizontal e vertical para todos os trabalhadores, a unificação da data-base com a Secretaria Estadual de EducaçãoSeduc (1° de março), cumprimento do HTP para professores de 1° ao 5° ano, eleição direta para gestores, a regulamentação dos atuais contratos para merendeiros e serviços gerais e o fortalecimento e a ampliação da ManausMed.

“Vamos pressionar o prefeito Arthur Neto a pagar um reajuste digno e com ganho real. O município propôs um reajuste salarial de apenas 3%, no entanto, queremos 15%. Precisamos e vamos lutar por melhores salários e também por melhores condições de trabalho nas nossas escolas”, disse o professor Jonas Araújo, um dos organizadores do movimento.

O também professor e membro do movimento de quarta-feira Luís Cláudio Corrêa destaca que o prefeito não poderia ter encaminhado o índice de 3% sem negociar com a categoria. “Não é aceitável o prefeito querer que os professores engulam um índice injusto e não negociado”, enfatiza.

A paralisação contará com o apoio dos movimentos ‘Vem pra luta pela educação’, ‘Luta educador’, ‘Professores unificados’ e ‘Tendência 5 de julho’.

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