Postos Atem baixaram o preço da gasolina; os da BR Distribuidora, não

Posto Atem Aleixo

Posto Atem da Avenida André Araújo, no Aleixo, vendia a gasolina a R$ 4,55 nesta quarta-feira, 13 (Foto: Valmir Lima)

MANAUS – Viajava para o trabalho, na manhã desta quarta-feira, 13, com o carro pedindo gasolina, chegando na reserva. Passei por um posto da Distribuidora BR, na Avenida Cosme Ferreira, onde sempre abasteço, e verifiquei que o preço estava o mesmo de antes da greve dos caminhoneiros: R$ 4,69 o litro da comum e da aditivada. Não parei porque lembrei quando já estava passando.

Deixei para parar no próximo posto, e segui pela Avenida André Araújo, onde tem um posto de bandeira Atem. Para minha surpresa, os dois tipos de gasolina estavam R$ 0,15 (quinze centavos) mais baratos do que na concorrente BR. O litro da comum ou da aditivada a R$ 4,55.

Desde que a Petrobras começou a adotar o reajuste diário do preço dos combustíveis as distribuidoras e os postos só elevavam os preços quando compravam mais caro, mas nunca baixavam quando compravam o produto mais barato.

Ao reduzir o preço em quinze centavos, a distribuidora Atem dá um exemplo de respeito ao consumidor, coisa que a Petrobras não consegue fazer. Essa história de que a Petrobras é uma empresa dos brasileiros é pura balela. Sempre critiquei essa falácia. A Petrobras há muito tempo deixou de ser dos brasileiros, apesar de ainda ter parte da empresa com o Estado Brasileiro.

As empresas essencialmente privadas tem muito mais respeito pelos brasileiros do que a Petrobras e suas empresas do Sistema Petrobras. Quem não se lembra que entre 2014 e 2016 o preço do barril de petróleo no mercado internacional despencou, saindo de US$ 115 em junho de 2014 para US$ 37 no final de 2015? Nesse período, o preço dos combustíveis não teve um centavo de redução.

A desculpa da Petrobras para não baixar o preço foi que a estatal buscava compensar as perdas de receita com extração, e recuperar perdas ao longo de 2014, quando manteve os preços abaixo dos internacionais, para evitar repasse à inflação.

Agora, com o governo Temer, a política da Petrobras é aumentar o preço dos combustíveis para as distribuidoras quando houver aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Tem feito isso, mas a principal distribuidora, a BR, não tem feito o mesmo na venda para os postos.

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