Patrícia Santos leva prata nos 100m livre e Brasil soma 15 medalhas

Patrícia Santos está participando pela primeira vez de um Mundial (Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX)

Do Estadão Conteúdo

CIDADE DO MÉXICO – A terceira manhã de disputas do Mundial Paralímpico de Natação, realizado na Piscina Olímpica Francisco Marquez, na Cidade do México, foi encerrada nesta segunda-feira e teve um total de duas medalhas contabilizadas pelo Brasil. Depois do ouro obtido por Thomaz Matera na prova dos 100 metros borboleta classe S12 (para portadores de baixa visão), na qual o carioca conquistou o seu terceiro pódio nesta edição da competição, Patrícia Santos também se garantiu no pódio ao faturar uma medalha de prata nos 100 metros livre na categoria S4.

A mineira radicada no Espírito Santo está participando pela primeira vez de um Mundial, depois de ter representado o Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado, quando também ganhou uma medalha de prata em sua classe na equipe brasileira do revezamento 4×50 metros livre misto. Agora, em solo mexicano, ela fechou esta sua final em segundo lugar ao cronometrar o tempo de 1min39s89, enquanto que o ouro foi garantido pela italiana Monica Boggioni, com uma marca bem superior e que estabeleceu o novo recorde desta prova em Mundiais, que agora é o de 1min26s23.

Entretanto, a diferença enorme de tempo para a concorrente italiana está em segundo plano quando é levado em conta o sofrimento que Patrícia Santos, que completará 40 anos de idade no próximo dia 11, enfrentou antes de chegar a este seu primeiro Mundial e garantir uma medalha de prata. Ela ingressou no universo paralímpico como resultado de um grande drama pessoal.

Patrícia Santos ficou tetraplégica ao levar um tiro no pescoço durante um assalto a uma casa lotérica onde trabalhava como caixa. Inicialmente, ela conseguiu algum sucesso como jogadora de basquete em cadeira de rodas. Porém, em 2009, rumou para a natação após ser convidada para participar de um projeto realizado em Minas Gerais ligado à modalidade. Natural de Coronel Fabriciano, ela assim conseguiu fazer engrenar, na piscina, a sua carreira como atleta paralímpica.

Pouco antes de Patrícia Santos vencer, Thomaz Matera festejou o seu primeiro ouro em um Mundial no qual anteriormente já havia conquistado dois bronzes no México, sendo um em uma prova dos 100 metros costas da classe S12 e outro nos 400 metros costas S13.

E, com o novo pódio do nadador carioca e o outro obtido por Patrícia Santos, o Brasil agora contabiliza seis ouros, seis pratas e três bronzes neste Mundial. Com estas 15 medalhas, o País ocupa o quarto lugar no quadro geral da competição, logo atrás da Itália, que está no terceiro posto por já ter alcançado sete ouros. A China, com 11 medalhas douradas, lidera a competição, enquanto que os Estados Unidos estão em segundo lugar, com os mesmos sete ouros dos italianos, mas em vantagem pelo maior número de pratas (9 a 6) que ganharam até aqui.

Após as disputas da manhã, o Mundial Paralímpico de Natação terá a sua programação noturna iniciando às 22 horas (de Brasília). Onze dos 17 atletas da delegação brasileira cairão na piscina na luta por medalhas em nove diferentes provas, com destaque principal para André Brasil em busca de sua quarta medalha neste Mundial no revezamento 200 metros medley e para o astro paralímpico Daniel Dias na final dos 50 metros costas.

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