Para quem sabe ler um pingo é letra

Ao que assistimos, no domingo passado, 7 de outubro, dia inesquecível para todos nós, deixou claro e alcalino que os brasileiros estão livres das amarras do voto direcionado, manipulado. Agora, como bem dito pelo jornalista Alexandre Garcia: “o eleitor está soberano no voto”. Não houve televisão, jornal, rádio ou qualquer outro meio de comunicação que desviasse a vontade da maioria dos brasileiros.

O resultado da eleição também mostrou que a ação de alguns partidos para fomentar a polarização radical não passa de total desconhecimento, ou até mesmo aceitação do profundo anseio dos cidadãos pela mudança. O destino do Brasil está nas mãos dos brasileiros e não na mão de alguns que apostam como o pior é o melhor. O País não pode ser comandado de uma cela. Jamais!

A população escolheu a mudança por meio de um candidato que não tinha dinheiro do Fundo imoral Partidário, não tinha comitê, apoio de políticos ou da mídia. A maioria escolheu ser contra quem prega o caos, o abandono do mérito, a ideologia de gênero, o sexismo. A maioria escolheu o caminho do patriotismo, da família, da segurança, prova inconteste de que o eleitor está acordando para que possamos transformar este País em um lugar decente para viver. Vai demorar, mas o primeiro passo foi dado.

A letra da música “Sr. Presidente”, do cantor Projota, retrata o recado dado nas urnas pela maioria dos brasileiros “…Mas existe uma chama acesa dentro do peito, Porque já não dá mais pra se viver desse jeito, Quando o povo explodir, vai ser só causa e efeito, Efeito que abastece meu pulmão e me dá forças pra cantar”.

A eleição e seus resultados pelo Brasil demonstraram que chegamos ao limite e percebemos que somente iremos sair do fundo do abismo em que nos encontramos pelo voto. Imprescindível e urgente a mudança de atitude, a começar com a ação de comprometimento com a coletividade, com ênfase em educação básica, segurança, saúde e respeito aos brasileiros e ao patrimônio público.

Estamos cansados da maneira por que ao longo de todos esses anos, os vários governos vêm administrando nossos recursos, cometendo ilícitos, esquecendo um dos princípios básicos da administração pública: o bem da coletividade.

Paga-se para tudo neste País, mas recebemos quase nada em contrapartida, e ainda somos obrigados a aceitar alguns bradando que o povo é que está errado.

Somos considerados peso para os governantes, que se aproveitam da miséria da população, concedem migalhas a título de esmola e buscam auferir ganhos políticos e manter um projeto de poder. Luiz Gonzaga, há tempos, já cantava “Seu douto, os nordestino têm muita gratidão, Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão, Mas doutô uma esmola a um homem qui é são, Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

O Brasil e suas diversas regiões não precisam de esmolas. Precisam de trabalho e de gestores públicos que não desviem o dinheiro dos impostos pagos por todos nós para seus projetos e contas pessoais, que transformem nossas riquezas em benefício para o cidadão de forma justa e equânime.

O recado das urnas foi “curto e grosso”; queremos um novo Brasil. Para isso, basta analisar a mudança sofrida pela bancada no Senado Federal: de cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. No total, das 54 vagas em disputa neste ano, 46 serão ocupadas por novos nomes — renovação de mais de 85%.

Nosso voto é o fio condutor da mudança urgente e necessária. O Brasil não suportará outro revés e não terá outra oportunidade de sair da crise em que está afundado.
Para quem sabe ler um pingo é letra.

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