ONU reage à suspensão de financiamento pelos EUA

Hospital Materno Infantil de Brasília, Asa Sul, Brasília, DF, Brasil 30/3/2016 Foto: Andre Borges/Agência Brasília A rede pública de saúde do Distrito Federal já confirmou o zika vírus em 19 grávidas: 11 de Brasília, sete de Goiás e uma de Mato Grosso.

ONU informou que contribuições recebidas salvaram milhares de mães da morte (Foto: Andre Borges/ABr)

NOVA IORQUE – O Unfpa (Fundo das Nações Unidas para a População) lamentou, em comunicado divulgado nesta terça-feira, 4, a decisão dos Estados Unidos de cortar o seu financiamento à agência. O Unfpa declarou que a medida foi baseada numa “afirmação errônea” de que o fundo apoiaria abortos ou esterilização involuntária na China.

O órgão revela que sua missão é garantir que cada gravidez seja desejada, cada parto seja seguro e cada jovem tenha um potencial brilhante. O Unfpa destaca que as contribuições recebidas dos EUA salvaram dezenas de milhares de mães de mortes e incapacidades evitáveis, especialmente com o rápido progresso de crises humanitárias globais.

Força para o Bem

No comunicado, o fundo da ONU explica que o seu trabalho promove os direitos humanos de indivíduos e casais para que estes “tomem decisões próprias, livres de coerção ou discriminação”.
A agência disse que os estados-membros veem a sua ação na China como “uma força para o bem”.

O órgão realça ainda que os EUA são um dos membros fundadores do Fundo, com uma longa parceria que visa proteger e promover a saúde reprodutiva e os direitos femininos,
estimulando assim a saúde da beneficiárias e suas famílias.

As contribuições norte-americanas apoiavam o combate à violência de gênero, além da redução de mortes maternas em ambientes mais frágeis, áreas de conflito e de desastres naturais em países como Iraque, Nepal, Sudão, Síria, Filipinas, Ucrânia e Iêmen. A agência reiterou a sua vontade de continuar a trabalhar com os Estados Unidos para responder a essas preocupações globais e restaurar a forte parceria para salvar vidas de mulheres e meninas em todo o mundo.

(ABr/Agência Brasil)

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