O setor privado e o futuro do Amazonas – Agenda Amazônica Parte I

Na ótica do interesse público, estão aqui elencadas as demandas legislativas e de infraestrutura do setor privado, Centro e Federação da Indústria do Estado do Amazonas, na expectativa de estreitar e alinhar as ações em movimento e que se reportam ao futuro do Estado e de nossa região. Afinal, as empresas aqui instaladas usufruem de benefícios fiscais na medida em que se voltam a desenvolver a economia e gerar riquezas na perspectiva da redução das desigualdades regionais.

Trata-se, pois, de destacar os direitos, os deveres e as responsabilidades a fim de que todos possam fazer sua parte na medida em que se submetem aos mandamentos legais. Nesse sentido, cumpre-nos acolher em nossas reuniões ou diretamente nas entidades sugestões e propostas que, no entendimento dos associados, possam integrar este documento. Faremos entrega formal dessa Agenda Amazônica para cada um dos deputados e senadores, no segundo semestre de abril.

Prejuízos acumulados

Um dos itens desta pauta, fonte de prejuízos que a mídia local conseguiu descrever para a opinião pública, é o descaso insensato do governo federal com a Superintendência Regional do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). Seus fiscais, cada dia mais escassos e assoberbados pelo acúmulo de contêineres à espera de fiscalização, têm confirmado a indiferença crônica do poder central com a região.

Curioso é recordar que este problema não existe na burocracia de controle do agronegócio. Ali, certamente por maior pressão da bancada parlamentar, houve até contratação em regime especial para resolver a falta de concursos e as demandas de fiscalização do setor. Quem perde com isso, além do investidor, que fica sem estoques de insumos para trabalhar, os empregos que se reduzem e a arrecadação diminui.

As águas e suas oportunidades

Recentemente, o Fórum Internacional da Água que ocorreu no mês passado em Brasília, mostrou alguns discursos desprovidos de esclarecimentos sobre nossa região. Reduziram nosso aquífero a 13% da água doce do planeta. Mais ou menos, sequer temos essa aferição precisa. E o que a União faz com isso.? O aquífero Içá-Solimões, descoberto na década passada, é parte de um acervo que, sequer, nos dispusemos a precificar.

O discurso é sempre o da importância da preservação da Amazônia para proteção dos ecossistemas e para a agricultura. Ninguém fala do clima nem em contrapartidas que se impõem com este ativo. O protagonista deste evento, no caso Brasília que está sediando este importante evento, vive uma crise hídrica com racionamento há mais de um ano. Não seríamos nós do Amazonas os verdadeiros e legítimos candidatos a esse protagonismo? Pra onde será que estamos enxergando?

De quebra, cabe destacar que o mercado de eventos, sobretudo na discussão de temas de interesse especial, tem movimentado fóruns, seminários, encontros, sempre pra falar de meio ambiente ou sustentabilidade, inovação, recursos humanos, bioeconomia, e deveria entrar na estratégia de governo de atrair o protagonismo e movimentar a economia com a geração de serviços, emprego e muita renda.

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. cieam@cieam.com.br

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