O natural é disputar reeleição ao Senado, diz Eduardo Braga

Eduardo-Braga Senado (Foto: Agência Senado)

Braga diz que o natural é disputar a reeleição e que eleição ao governo ano que vem é imprevisível (Foto: Agência Senado)

Da Redação

MANAUS – Derrotado nas duas últimas eleições para o governo do Estado do Amazonas, o senador Eduardo Braga (PMDB) afirmou nesta segunda-feira, 13, que, em 2018, o “natural” será disputar a reeleição para o Senado.

“O natural é que eu dispute uma vaga para o Senado da República. Meu mandato termina em 2019, e uma das vagas que será disputada na eleição do ano que vem é exatamente uma vaga para o Senado. Então, o natural é esse”, disse Braga, durante entrevista na Rádio Tiradentes.

Para o senador, o cenário político para a disputa a cargos majoritários em 2018 é imprevisível, principalmente no Amazonas. “Diante dos fatos, como as coisas estão acontecendo no Brasil, há uma imprevisibilidade muito grande, sobre todos os aspectos. Há um momento muito crítico, de grandes dificuldades no Amazonas, em Manaus”, disse Braga.

Braga foi eleito senador em 2010, após dois mandato seguidos de governador. Em 2014, ele tentou voltar ao cargo, mas foi derrotado para José Melo (Pros). Com a cassação de Melo, este ano, o senador disputou a eleição suplementar para o governo. Mas uma vez foi derrotado, desta vez para Amazonino Mendes (PDT).

Em 2018, além da vaga de Braga no Senado, a cadeira da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) também estará em disputa. A comunista também já declarou que é candidata à reeleição.

Tempo

Na primeira entrevista após a derrota para Amazonino, Braga disse que o Estado passa por graves problemas em áreas como saúde e segurança, mas ainda não dá para cobrar o governador.

“Acho que é muito cedo para cobrar o Amazonino. Ele acabou de assumir”, disse Braga. Segundo o senador, a última vez que conversou com o governador foi no final do segundo turno, quando ligou para o político, parabenizando-o pela vitória.

Durante a entrevista, sem citar nomes, Braga disse que há pessoas que tem dificuldade para assumir responsabilidades nas derrotas.

“Quando você perde, via de regra, as pessoas não querem fazer uma análise de que a perda é do conjunto do time, e não apenas do candidato, ou do vice, ou dos companheiros que estiveram em torno de nós”, comentou Braga.

Na semana passada, o candidato a vice-governador na chapa de Braga, Marcelo Ramos (PR), disse que a aliança com o senador do PMDB foi um erro. “Não importa as minhas boas intenções em 2017. Importa é que o povo não entendeu. E se o povo não entendeu, a decisão foi errada. Se a decisão foi errada, vamos corrigir o rumo e seguir a caminhada”, afirmou Marcelo em entrevista ao ATUAL.

Braga admitiu nesta segunda que a aliança com Marcelo foi a possível, não a ideal. “A gente constrói a chapa que é possível. A chapa ideal é aquela que ganha a eleição”, disse o senador.

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