O golpe continua e a crise se agrava

No Brasil, o golpe contra a democracia e contra o povo continua. E com isso, a crise, o desemprego, a retirada de direitos dos trabalhadores, a desesperança se agravam.

Esta semana, o presidente ilegítimo Michel Temer (MDB) editou a Medida Provisória para extinguir o Fundo Soberano do Brasil (FSB), que foi criado pelo presidente Lula, após o início da exploração do pré-sal, em 2008, e que tinha a finalidade de ser uma poupança do País para investimentos estratégicos e enfrentar os tempos de crises. Mais uma etapa do desmonte do Estado e do fim de recursos públicos para investir na população.

O desemprego no país continua crescendo. O IBGE anunciou que no primeiro trimestre de 2018, em média, ficou em 13,1%. O número de desempregados no Brasil nos três primeiros meses do ano foi de 13,7 milhões de pessoas. No mesmo período também diminuiu os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada.

O desemprego atinge quase um terço dos jovens brasileiros. Na faixa etária de 18 a 24 anos, em 2016, a taxa de desemprego era de 24%, em 2017 subiu para 25% e no início de 2018 chegou a 28,1%. Antes do golpe, em 2014, o desemprego não passava de 15%. São 4 milhões de jovens sem ocupação em todo o País.

Aumentou o desemprego e com isso aumentam também a desigualdade e a pobreza. Os rendimentos da população 5% mais pobre caíram 38% em 2017, segundo os dados do PNADC do IBGE. Entre os 50% mais pobres, o recuo foi de 2,45%. Com isso, o número de pessoas na extrema pobreza aumentou em 1,5 milhão, entre 2016 e 2017, e em número de pessoas na pobreza, aumentou em quase 500 mil no mesmo período. Portanto, o golpe gerou mais de 2 milhões de pobres no Brasil. Em média, um milhão a mais por ano de golpe.

Tem muita gente com saudade dos governos de Lula e de Dilma. Em dezembro de 2014, no final do primeiro mandato de Dilma, o desemprego ficou em 6,4%, o menor da história do Brasil. Além disso, foram gerados 22 milhões de empregos de carteira assinada. Com a Reforma Trabalhista, aprovada em julho de 2017, o ministro da Fazenda do governo Temer, anunciava a geração de 6 milhões de novos empregos. Tudo mentira. O desemprego aumentou.

O desmonte da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e a terceirização total, aprovados pelo Governo Temer e pelos seus aliados no Congresso Nacional, resultaram no maior desemprego da história do país. A reforma trabalhista alterou mais de 100 artigos das leis trabalhistas, todas para retirar direitos. A terceirização total, precarizou mais ainda o emprego. Em média, as empresas terceirizadas pagam menos, pagam mal, atrasam salários e muitas são denunciadas por não recolherem as obrigações trabalhistas e previdenciárias. Provavelmente, todos os deputados federais e senadores que votaram nos projetos que estão desmontando os direitos dos trabalhadores e entregando patrimônio do país para os estrangeiros, devem estar preocupados nas eleições de 2018. Muitos dos que votaram também estão respondendo processos por corrupção.

Certamente a população, principalmente  os eleitores, vão lembrar de quem votou na PEC 241/16 que congelou os gastos públicos com saúde, educação , segurança, habitação e saneamento  por 20 anos. E de quem votou na entrega do Pré-sal, na exploração do petróleo pelos estrangeiros e acabou com os recursos que iriam para a educação e para a saúde. O povo vai saber quem votou na Reforma Trabalhista e na Terceirização total, medidas que aumentaram o desemprego.

A crise gerada pelo golpe afeta diretamente a vida das pessoas. A gasolina, o diesel, o gás de cozinha, o dólar continuam aumentando. O povo já não aguenta mais.

Muitas foram as reclamações contra o governo Dilma quando houve dois pequenos reajustes. No governo Temer quase toda semana tem reajuste e somente agora os caminhoneiros e outros setores da sociedade resolveram fazer manifestações contra o aumento do preço da gasolina. Os que foram às ruas apoiar o golpe contra a democracia, pedindo a saída da Dilma e do PT, agora estão calados engolindo o massacre que esse governo promove.

A gasolina já chega a R$ 5,00 em algumas cidades brasileiras. Em Manaus está em R$ 4,69 e no interior do Estado está próximo de R$ 6,00. Quando a gasolina estava em R$ 2,80, no Governo Dilma, os golpistas e os manifestoches  foram às ruas de verde e amarelo, pedindo o fim da “exploração” do PT,  prometeram baixar o preço da gasolina em 30%, pois seriam geridos por preços internacionais.  O Temer entregou o pré-sal para a iniciativa privada e os preços no exterior ditam o valor que os brasileiros vão pagar. Os golpistas ainda não pediram desculpas ao povo.

O dólar estava entre R$ 1,99 e R$ 2,23, e os golpistas pediam Fora Dilma, porque queriam ir à Disney. Agora o dólar encosta em R$ 4,00 nas casas de câmbio. Depois do golpe o dólar subiu, os paneleiros sumiram e o Brasil faliu.

Com o golpe, também aumentou a evasão universitária. Segundo o IBGE, entre 2016 e 2017, aumentou para 47,8% a desistência de estudantes. Isso equivale a mais de 170 mil jovens entre 19 e 25 anos que abandonaram a graduação. É o desmonte na educação superior. Menos recursos para as universidades públicas e para os Institutos Tecnológicos.

Por isso tudo que nas eleições de 2018 o povo quer Lula Presidente. Em todas as pesquisas ele ganha de qualquer candidato, inclusive no 2º turno. O povo anseia pela volta de Lula, para cessar o desmonte de retirada de direitos. Isso incomoda os setores do Judiciário, do MPF, da Polícia Federal, dos empresários e dos meios de comunicação que patrocinaram o Golpe e deixaram a população mais pobre e sem esperança.

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