‘Não somos contra a CPI, o que nós não queremos é que atrapalhe o Estado’, diz líder de Amazonino

Dermilson Chagas lider do governo Amazonino na ALE

O líder do governo Amazonino na ALE, Dermilson Chagas, disse que objeto de CPI já está sendo investigando (Foto: Divulgação)

Da Redação

MANAUS – O líder do governador Amazonino Mendes (PDT) na ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), Dermilson Chagas (PEN), disse que o governo não é contra a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Susam (Secretaria de Estado da Saúde) para investigar contratos com empresas prestadoras de serviços, mas que o assunto já está sendo investigado por órgãos de controle. “O governo é a favor, não tem nada contra. É um governo que se inicia. Então, o que pode prejudicar um governo que está começando? Nada”, disse o deputado em entrevista ao ATUAL.

“O que nós não queremos é que atrapalhe o Estado. Qual o objetivo de uma investigação que já está sendo feita e qual o objetivo de uma CPI? O que vai descobri, o que já está se descobrindo?”, questionou.

Dermilson disse que a intenção de instalar a comissão é política e para antecipar a campanha eleitoral de 2018. “Essa CPI, ela tem caráter mais político visto que tudo que está referente à saúde hoje está sendo investigado pelos órgãos de controle. Temos aí jornais publicando matérias contundentes sobre saúde. Temos uma investigação do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Estado e do Tribunal de Contas. Qual é a transparência que tem esse processo? Total”, afirmou. “Agora qual é a nossa visão. É que o Estado tem que produzir, tem que andar”, disse o deputado.

Conforme Chagas, a preocupação do novo governo é em não perder a atual legislatura. “Nós vamos perder quatro anos, será? Nós tivemos um governador e um vice cassado. Nós tivemos um governador interino, tivemos uma eleição já nesta legislatura e está faltando um ano para 2018 e para a nova eleição. O que o Estado produziu, em que o Estado avançou, qual foi a discussão que trouxe um benefício? Nós temos um processo quase perdido, com poucas ações devido a uma crise, um governo que não soube administrar, o interino que entrou, a confusão que teve para que ele não assumisse e agora a história de uma CPI com um governo que começou”, relembrou. “Nós somos a favor da transparência. O que eu estou dizendo é que uma CPI dessas para o Estado. Vai pautar para uma eleição em 2018”, completou.

Deputado disse que a CPI deverá ter dificuldades para obter informações. Ele citou a Operação Maus Caminhos e os desdobramentos da investigação que estão sob sigilo de Justiça. “Tem informações que são sigilosas no MPF, temos aí uma rede de fiscalização muito forte. Agora precisa saber em que patamar está. A Operação Maus Caminhos está sob sigilo. Hoje a Assembleia vai pedir informação sobre sigilo e vai ter, eu acredito que não. Isso vai só prejudicar o Estado”, repetiu.

Dermilson disse que a ALE tem coisas mais importantes para se ocupar. “Precisa fazer reformas administrativas, votar projetos de lei para organizar a máquina pública, nós temos que ver quais são as políticas que o governador Amazonino está trazendo e implementando para o desenvolvimento do Estado. Ele já entrou, antes mesmo de assumir, com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF (Contra PEC que estendeu benefícios fiscais a outros Estados). Nós temos aqui uma crise violenta consumindo todos nós, o interior que precisa de ajuda e aí você vai ficar discutindo uma coisa que já está sendo investigada?”, indagou.

O líder do governo disse que não há preocupação em culpar gestores. “Ninguém citou o nome de ninguém, ninguém acusou ninguém porque não estamos aqui querendo criar uma antipatia com ninguém. O que nós queremos é que o Estado funcione, que trabalhe, produza, se preocupe com a geração de emprego porque vamos ter uma legislatura de quatro anos perdida porque não deu certo nas opções que foram colocadas e agora nós vamos paralisar?”.

Dermilson Chagas disse que já existe uma comissão instalada pelo governador que está analisando todos os contratos com empresas de serviços de saúde. “Verificando quem está prestando serviço, que tipo de serviço, se é ou não essencial. O secretário de Saúde (Francisco Deodato) está fazendo uma auditoria. Não tem nada no obscuro, não tem nada por debaixo do tapete”, afirmou.

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