MP diz que há ‘provas robustas’ de que jovens foram mortos por policiais

Laudos da Polícia Civil, segundo o MP, atestam envolvimento de policiais militares em mortes de jovens em Manaus Foto: MP-AM/Divulgação)

Laudos da Polícia Civil, segundo o MP, atestam envolvimento de policiais militares em mortes de jovens em Manaus Foto: MP-AM/Divulgação)

MANAUS – Dois laudos periciais divulgados esta semana reforçaram o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do MP-AM (Ministério Público do Estado do Amazonas) contra oito policiais militares envolvidos no desaparecimento de Alex Júlio, Rita de Cássia e Weverton Marinho, na zona leste de Manaus, no dia 29 de outubro de 2016. Os corpos dos jovens não foram encontrados, mas o MP entende que há provas robustas de que os três foram assassinados pelos policiais.

Um novo exame de DNA reafirmou que o material genético encontrado numa sandália e em um saco plástico, ambos coletados em um campo de futebol, próximo ao Ramal do Quixito, no Distrito Industrial II, é da vítima Alex Júlio Roque de Melo, e não do irmão dele, como sustenta a defesa dos réus.

O outro laudo de perícia criminal foi realizado por peritos da Polícia Federal. A segunda confrontação balística confirmou que o estojo de munição, encontrado no mesmo local onde estava o material genético da vítima, saiu da arma usada pelo aspirante Luiz Ramos, um dos acusados.

De acordo com a perícia, foram feitas análises com microscópio que evidenciaram arranhaduras internas específicas na arma que, quando comparadas com o estojo, apontam que a munição saiu do armamento usado pelo aspirante. Segundo os peritos “nem mesmo armas fabricadas em sequência possuem a capacidade de produzir as mesmas micro características nos elementos de munição ao serem disparadas”.

A defesa do réu questionou o primeiro exame balístico, alegando que o estojo em questão é procedente de um lote de munição utilizada em todas as armas desse tipo pela PM.

Para o Promotor de Justiça Rogério Marques Santos, do 3o Tribunal do Júri, os novos laudos confirmam o que já está na denúncia do Ministério Público. “Os laudos afastam as suspeitas que a defesa dos acusados colocou sobre as provas periciais porque a intenção da advogada era desqualificá-las, e agora elas são muito mais robustas”, sustentou o Promotor. No link abaixo está disponível o link para o laudo de balística elaborado por peritos federais.

(Da assessoria do MP-AM)

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