Meu voto não é brinquedo

O dia D do Brasil será no domingo, dia 7 de outubro, quando os brasileiros travarão uma das maiores batalhas já enfrentadas e que alguns têm chamado da luta do bem contra o mal, personificado pelas consequências das mazelas vividas pelo país após os últimos quinze anos de desgoverno: desemprego, insegurança, crise econômica, desvios estratosféricos de dinheiro público, sistema político destruído pela falta da moralidade e da ética, em que a busca pelo poder, a qualquer custo, trouxe divisões na sociedade e a deixou desunida e enfraquecida, diariamente por uma parte da mídia, principalmente eletrônica, que busca polarizar a luta do bem contra o mal.

O bem, na balança eleitoral, está assentado na oportunidade de reestabelecer um caminho de volta ao crescimento econômico e, acima de tudo, um resgate de ordem moral e social, para que nossa brasilidade não seja enterrada de uma vez por todas. Os incentivo ao enfrentamento dos dois polos só interessa a quem já se sente abatido e não tem interesse na união e fortalecimento nacional. Sejamos mais fortes que todos os problemas e estejamos prontos para o embate que nos espera no próximo pleito. O Brasil é maior que tudo isso, ora vivido. Os brasileiros devem transformar a esperança por um futuro digno em ações concretas, com voto consciente, ações pautadas no bem coletivo. Não nos devemos deixar levar por quem somente apresenta o caos. Não esqueçamos que já somos doutores em desgoverno, mas esperamos, agora, a luz no fim do túnel, senão, a escuridão será perene.

Há pesquisas eleitorais e interpretações para todos os gostos, principalmente para alguns interesses não republicanos, que polarizam o pleito, transformam as eleições num ringue de disputa entre Deus e o diabo.

Ora, se as Instituições já estão em total descrédito frente à população, e parte da mídia insiste em ser a profetisa do Apocalipse, como será possível prever um cenário real do que está por vir? Impossível!

O brasileiro, após ser abatido pela crise econômica e ética aqui se instalada, passou a ter uma percepção diferente dos principais problemas e prioridades do Brasil. De acordo com o levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria para 2018, o desemprego, com 56% das citações, ficou em primeiro lugar na lista de principais problemas.  Em segundo lugar, com 55% das assinalações, apareceu a corrupção e, em terceiro, com 47% das menções, a saúde. Em quarto lugar, com 38% das respostas, a população apontou a segurança pública.

Vivemos um período de profunda ansiedade com o futuro. A responsabilidade do próximo Presidente, seja ele quem for, é imensurável e todos nós estamos prontos para a mudança. Somos o País do agora, da urgência e, da necessidade, buscamos, entre muitas coisas, o retorno digno dos tributos que se recolhem aos cofres públicos, como saúde, educação, segurança, emprego, saneamento básico.

Em Manaus, que detém o título de Capital da Floresta, entre muitos anseios, almejamos que a cidade deixe de ser um esgoto a céu aberto, que milhares de moradores de todas as zonas da Capital não sejam obrigados a viver em condições sub-humanas, expostos à má sorte, como doenças da época da Idade Média. Manaus, é a quinta entre as maiores cidades brasileiras com piores indicadores de saneamento básico do país. Aqui, somente, 10,18% do esgoto são coletados e apenas 23,80%, tratados. Nossos igarapés e rios apodrecidos recebem diariamente a maior parte do volume de esgoto, de acordo com estudo do Instituto Trata Brasil.

Nossa vergonha é mais profunda e dolorida. Nossa Capital está entre os dez piores indicadores de saneamento básico, que inclui fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Recebemos nota 2,56 na avaliação, que vai de 1 a 10.

Esperamos, após 7 de outubro, a virada da página, o começo de um tempo em que deixemos de ser o País do Futuro e passemos a ser o País dos Brasileiros e não um país refém de políticos desonestos e instituições aparelhadas.

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