Melo deverá ser ‘termômetro’ para líderes políticos no Amazonas nas eleições

José Melo em ação pública no interior do Estado na época de governador: eleição será teste após prisão (Foto: Bruno Zanardo/Secom)

MANAUS – As eleições de outubro deste ano serão um termômetro para candidatos do grupo político do ex-governador José Melo (Pros), preso pela Operação ‘Estado de Emergência’, desdobramento da ‘Maus Caminhos’. Antigos aliados já se afastaram o máximo possível da relação política com Melo na intenção de dissociar a imagem da do ex-governador. Adversários deverão usar o episódio para desqualificar oponentes que compuseram o governo Melo. O propósito é convencer o eleitor de que não tem ligação com Melo. Essa será uma missão arriscada, considerando que Melo é cria dos grupos políticos que se revezam no poder político no Amazonas há décadas. A imagem de Melo está estampada na ‘cara’ das lideranças políticas no Estado.

Mouhamad Moustafa

Médico proprietário das empresas Simea (Sociedade Integrada Medica Do Amazonas Ltda.) e Salvare Servicos Medicos Ltda, Ele foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) como sendo o mentor de uma organização criminosa que desviava dinheiro da saúde pública do Estado do Amazonas, através de um contrato da Susam (Secretaria de Estado de Saúde) com o Instituto Novos Caminhos, que a Justiça Federal diz ser de Mouhamad Moustafa. Em 2016, a CGU (Controladoria Geral da União), a Polícia Federal e o MPF deflagraram a Operação Maus Caminhos, que desarticulou a organização criminosa. Em maio de 2015 o médico foi condenado a 15 anos de prisão na primeira instância da Justiça Federal. A defesa de Mouhamad Moustafa diz que o médico é inocente e recorreu da decisão. Ele aguarda o julgamento dos recursos em liberdade, mas é réu em outras ações penais originadas da Operação Maus Caminhos.

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