MEC tem projeto de escolas de fronteira para melhorar educação e evitar evasão

Renovação de matrículas de alunos é automática e novos cadastro podem ser feitos pela internet (Foto: Seduc/Divulgação)

MEC pretende melhorar ensino nas cidades de fronteira para evitar evasão escolar (Foto: Seduc/Divulgação)

Da Agência Brasil

BRASÍLIA – O MEC (Ministério da Educação) está criando um projeto específico para escolas de fronteira em conjunto com os países que têm limites territoriais com o Brasil. De acordo com o ministro da Educação, Rossieli Soares, o objetivo do projeto é tornar as escolas mais atrativas nessas regiões e, com isso, evitar que os alunos deixem de frequentar as aulas.

Nessa terça-feira, a Agência Brasil publicou dados de relatório preliminar do Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras). O estudo revela que os municípios fronteiriços que mais sofrem com a violência são os que apresentam a pior estrutura educacional e de saúde e menos oportunidades de empregos formais.

O ministro Rossieli Soares, que participava, em Olinda, do 7º Fórum Nacional Extraordinário da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), foi questionado pela reportagem sobre as medidas que seriam tomadas para melhorar a situação das escolas nas fronteiras do país. Segundo o ministro, a ideia é construir escolas que trabalhem nessa região a questão local de fronteira e sejam mais atrativas e significativas para o aluno. “Evasão é um problema nessas escolas. Não só nessas escolas específicas, mas em todas as escolas. A solução nem sempre será igual para todos os lugares; é preciso considerar o contexto local”, acrescentou o ministro.

Rossieli disse que, após reunião da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), que ocorreu em julho, na Bolívia, o MEC trabalha para a criação de projeto específico para escolas de fronteira. O ensino médio terá destaque no projeto, cujo objetivo é envolver os países que fazem fronteira com o Brasil.

Segundo Soares, o Paraguai já manifestou interesse em participar do projeto. Os únicos países da América do Sul que não fazem fronteira com o Brasil são o Equador e o Chile.

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