Marcovitch, um emérito companheiro

Em carta do CIEAM, assinada pelo presidente Wilson Périco, o Amazonas se fez presente na solenidade de outorga do título de Professor Emérito da FEA USP, Faculdade de Economia, Contabilidade e Administração da Universidade de São Paulo, ao Dr. Jaques Marcovitch, ex-reitor e atual professor daquela instituição. Diz a missiva: “Em nome das empresas associadas ao CIEAM, e em meu próprio, quero felicitar VSa. pelo digno e justo reconhecimento que lhe é conferido nesta data. Professor Emérito é uma honraria concedida, no âmbito dessa Universidade, uma das mais destacadas do Continente, apenas àqueles profissionais que se destacam pela relevância e magnitude de sua produção e atividade científica e grande reconhecimento da comunidade acadêmica. Aqui, da Amazônia, alvo de seu apoio irrestrito, compromisso e dedicação constante, somos testemunhas e beneficiários dessa trajetória cívica e pioneira. Agradecemos por sua presença entre nós, seu companheirismo, regozijados e solidários por esta data, reiterando nossa admiração profunda e particular afeto.” Trata-se de um parceiro de primeira grandeza, presente em muitos dos avanços recentes da Universidade do Estado do Amazonas, com quem a USP tem partilhado, sob olhares colaborativos desta entidade, preciosas parcerias, além da FEA, incluindo a área médica, com a Faculdade de Medicina da USP, de Tecnologia, Química e Farmácia.

Sob a batuta dos Pioneiros

Em 2013, sob a luz das lições dos pioneiros do Brasil, reunidos com os do Amazonas, na sede da Federação da Indústria, FIEAM/CIEAM organizaram em agosto, o Seminário Pioneirismo no Brasil e o Estado do Amazonas, com o objetivo de debater o futuro da economia, as alternativas, embaraços e promessas de novos modelos de desenvolvimento e prosperidade social para a região. O evento celebrou o desfecho da Mostra do Pioneirismo Brasileiro e o Estado do Amazonas, ocorrida no Centro Cultural Palácio da Justiça, com a coordenação do professor Jacques Marcovitch, com apoio do Ministério da Cultura, Museu Nacional, Governo do Amazonas, Grupo Bemol e das entidades da indústria, FIEAM/CIEAM, entre outros. Naquela semana, a ONU publicou informações preocupantes para o Amazonas, que saltou da 14a posição para a 18ª no ranking do IDH, atrás de Roraima, Rondônia e Amapá. Nos indicadores de Educação, o Amazonas não aparece com alguma cidade entre as 50 melhores do país, mas tem 11 entre as 50 piores (Envira, Maraã, Beruri, Japurá, Jutaí, Santa Isabel do Rio Negro, Pauini, Barcelos, Ipixuna, Itamarati e Atalaia do Norte). O que fariam os Pioneiros que reconstruíram a economia do Amazonas após a queda do Ciclo da Borracha, para apostar na construção de um futuro melhor? Foi esta a questão que norteou o Seminário, onde estavam presentes 70 pessoas, representando 35 entidades, instituições e/ou empresas. Este evento que captou e organizou um movimento em várias direções e definições, desembarcou na ampliação de luta pelo resgate do CBA – Centro de Biotecnologia da Amazônia, e pela mobilização de atores públicos e privados na busca de NOVAS MATRIZES ECONÔMICAS.

Gestão da Amazônia

Com esta preocupação e proposta, Jaques Marcovitch trouxe, em 2011, ao debate do Brasil e da Amazônia, um trabalho de extrema atualidade. Gestão da Amazônia, uma publicação que, também, é um de nossos maiores desafios. Gestão competente, consciente e comprometida com esta e com as futuras gerações. Para ele, “o futuro pode estar na Amazônia. Não há lugar no Brasil tão propício a experiências avançadas em biotecnologia ou procedimentos de integração e reencontro do homem com a natureza. A região oferece todas precondições para a realização do sonho ambientalista. O caminho para isso, entretanto, não é mais a estrada curta da utopia. Aí estão fatores emergentes de ordem econômica e política, incluindo aspectos de um novo capitalismo jamais imaginado pelos visionários de ontem”. Este NOVO CAPITALISMO, acontece em O Grande Cenário, onde Marcovitch expõe as macro questões regionais: o quadro social, a floresta e seus tesouros, infraestrutura científica, o efeito estufa e a região (considerada o ar condicionado do mundo), os conflitos visíveis e invisíveis, o povo indígena. Entre as parcerias mencionadas pelo presidente Wilson Périco, o Acordo de Cooperação entre UEA e USP desencadeou um DINTER, doutoramento interinstitucional, que começa em 2017, para formar doutores em GESTÃO DA AMAZÔNIA, requisito essencial da Economia Verde, cujas premissas remetem ablutor trabalho, “Para Mudar o Futuro – Mudanças climáticas, políticas públicas e estratégias empresariais”. O texto destaca igualmente parcerias recentes entre o setor público e a iniciativa privada que facilitam o caminho para o fortalecimento de uma economia verde no Brasil e na Amazônia. Para credenciar seu posicionamento, Marcovitch incluiu o legado e o portfólio de Berta Becker, Charles Clement, Enéas Salati, Márcio Macedo da Costa, Paulo Artaxo, Philip Martin Fearnside, Roberto Smeraldi entre outros.

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. cieam@cieam.com.br

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