Luiz Castro é contabilizado como eleito da Rede, de Marina

O deputado estadual Luiz Castro foi um dos parlamentares que pressionaram o MP-AM para pedir a intervenção em Coari (Foto: Alberto César Araújo/ALE)

O deputado estadual Luiz Castro confirma que pretende deixar o PSB e se filiar à Rede Sustentabilidade (Foto: Alberto César Araújo/ALE)

SÃO PAULO – Seis apoiadores da Rede Sustentabilidade, agremiação política sem registro oficial como partido, foram eleitos no domingo, 5, incluindo um senador da República: João Antônio Reguffe, atualmente filiado ao PDT, recebeu 57% dos votos válidos no Distrito Federal. O deputado estadual reeleito no Amazonas Luiz Castro (PPS) também está na lista.

De acordo com a coordenação do grupo idealizado por Marina Silva que concorreu à Presidência pelo PSB, os outros cinco cargos obtidos por nomes do coletivo na disputa foram para a Câmara Federal e Assembleias Legislativas. O número corresponde a 5,7% da lista de candidatos apoiados pela Rede. Foram 104 em todo o País.

Caso seja legalizado, o grupo poderá ter dois deputados federais – Eliziane Gama (PPS-MA) e Miro Teixeira (PROS-RJ), dois estaduais – Luiz Castro e Carlos Wellington de Castro Bezerra (PPS-MA) e um distrital – Joe Valle (PDT-DF).

A eleição dos seis representantes só foi possível porque outros partidos aceitaram abrigá-los até que a Rede obtenha seu registro na Justiça Eleitoral. No caso de Luiz Castro, ele já era do PPS, mas pretendia migrar para a Rede. Assim que o processo de oficialização da sigla for encerrado, os eleitos de domingo poderão trocar de partido.

É o que fará, por exemplo, a mais nova deputada federal pelo Maranhão, Eliziane Gama.

“Todo o nosso planejamento permanece o mesmo em relação à criação da Rede. Quando o partido estiver criado, nossa transferência do PPS ocorrerá de forma natural e amigável”, disse. Para Eliziane, no entanto, esse “investimento” de tornar a Rede oficial só deverá começar a ser desenhado após o 2.º turno das eleições. “Até lá, defendo que o foco seja fazer uma aliança com o PSDB. Optar pelo apoio ao candidato Aécio Neves.”

Luiz Castro, eleito deputado estadual pelo Amazonas, também deixa claro que sua intenção é juntar-se à turma de Marina Silva na Rede. “Nunca escondi essa minha relação próxima com a Rede. Espero, por causa disso, que minha transferência aconteça de forma natural dentro do PPS, partido pelo qual fui eleito”, afirmou.

Mas, assim como Eliziane, Castro diz não ter pressa em trocar de partido. “Terminada a eleição, precisamos analisar se esse é o momento de acelerar a oficialização da Rede ou não. Temos de pensar também nos partidos que nos abrigaram”, ressaltou o deputado eleito.

Bom começo

Para o vereador Ricardo Young (PPS-SP), aliado pessoal de Marina e um dos representantes da Rede em São Paulo, o resultado das urnas mostra que o grupo obteve um “bom começo”. Segundo Young, o porcentual de eleitos é alto em relação ao número de candidatos. “Os partidos grandes chegam a lançar 600, 700 nomes e não elegem 10%. Nós estamos começando e com um bom potencial”, disse. O vereador ainda ressalta a eleição de Reguffe ao Senado – considerada grande vitória. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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