Irmão de José Melo e Pedro Elias também ganham prisão domiciliar

Evandro Melo obteve prisão domiciliar concedida pela justiça federal. Ele foi preso na Operação ‘Custo Político’ (Foto: Divulgação)

Por Henderson Martins, da Redação

MANAUS – Dois ex-secretário do ex-governador José Melo, Pedro Elias (Saúde) e Evandro Melo (Administração), ganharam prisão domiciliar a partir desta quarta-feira, 31. A conversão de prisão preventiva para domiciliar foi concedida pelo TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

Pedro Elias e Evandro Melo devem deixar o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) 2, na rodovia BR-174, zona rural de Manaus, na manhã desta quarta-feira. A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) aguarda o documento oficial da justiça federal do Amazonas para liberá-los. Pedro Elias e Evandro Melo foram presos na Operação ‘Custo Político’, em dezembro, em mais uma fase da Operação ‘Maus Caminhos’, deflagrado em 2016 pela PF (Polícia Federal), MPF (Ministério Público Federal) e CGU (Controladoria Geral da União).

Na tarde dessa terça-feira, 30, o TRF1 atendeu o pedido da defesa de Evandro Melo, que é irmão de José Melo, e concedeu a prisão domiciliar. Evandro Melo é acusado de receber propinas para ajudar a manter vários contratos miliários da Susam (Secretaria de Estado da Saúde).

Evandro Melo é um dos cinco ex-secretário de Melo (Wilson Alecrim/Saúde, Pedro Elias Saúde, Afonso Lobo/Fazenda e Raul Zaidan/ Casa Civil) e, segundo inquérito da PF, recebia o maior volume de propinas, em valores estimados de R$ 5,7 milhões, que foram pagos, mensalmente, em um quantitativo de R$ 300 mil. Além de usar o cargo na administração pública para trocas de vantagens econômicas.

Evandro havia sido preso no dia 13 de dezembro do ano passado e teve a prisão preventiva convertida em domiciliar no dia 23 do mesmo mês, mas, após mais um desdobramento da operação, ele voltou a ser preso no dia 31 de dezembro.

Como justificativa para conversão da prisão do ex-secretário, os advogados de defesa alegaram o deligado estado de saúde da esposa do ex-secretário, que estaria sofrendo de uma doença degenerativa no sistema nervoso.

Já Pedro Elias, conforme relatório da PF, recebia vantagens econômicas indevidas e pode ter sido beneficiado com mais de R$ 1,6 milhão em pagamentos de propinas efetuado pelo médico Mouhamad Moustafa, considerado o líder do esquema de fraudes. Pedro Elias teve o pedido de prisão domiciliar atendido na manhã desta quarta-feira, segundo informou a defesa do ex-secretário.

Anteriormente, o ex-secretário Wilson Alecrim também já havia obtido a prisão domiciliar.

Mouhamad Moustafa

Médico proprietário das empresas Simea (Sociedade Integrada Medica Do Amazonas Ltda.) e Salvare Servicos Medicos Ltda, Ele foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) como sendo o mentor de uma organização criminosa que desviava dinheiro da saúde pública do Estado do Amazonas, através de um contrato da Susam (Secretaria de Estado de Saúde) com o Instituto Novos Caminhos, que a Justiça Federal diz ser de Mouhamad Moustafa. Em 2016, a CGU (Controladoria Geral da União), a Polícia Federal e o MPF deflagraram a Operação Maus Caminhos, que desarticulou a organização criminosa. Em maio de 2015 o médico foi condenado a 15 anos de prisão na primeira instância da Justiça Federal. A defesa de Mouhamad Moustafa diz que o médico é inocente e recorreu da decisão. Ele aguarda o julgamento dos recursos em liberdade, mas é réu em outras ações penais originadas da Operação Maus Caminhos.

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