Indicadores mostram a eficiência na defesa de Thiago Silva e Miranda

Thiago Silva atribui bom desempenho da defesa ao reforço de atacantes na hora de conter adversários (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Thiago Silva atribui bom desempenho da defesa ao reforço de atacantes na hora de conter adversários (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Da CBF

SOCHI – Um gol sofrido em quatro jogos na Copa do Mundo Rússia 2018 e apenas seis em uma sequência de 25 jogos desde que o técnico Tite assumiu a Seleção Brasileira. Apenas uma derrota neste período. ‘Saber sofre’ é a expressão usada pelos jogadores para explicar a manutenção do ótimo desempenho do sistema defensivo do Brasil.

Capitão na vitória contra o México por 2 a 0, o zagueiro Thiago Silva é um dos pilares do ótimo aproveitamento na Copa. O camisa 2 explica que o termo significa a percepção do time sobre os momentos em que são necessários os esforços coletivos durante o jogo. “Para nós defensores é muito gratificante sair de cada jogo sem sofrer gols, com a equipe fazendo lá na frente. É o trabalho que vem sendo feito no dia a dia que está sendo importante. Mas acredito que não é só o setor defensivo que tem tido êxito. Os nossos jogadores do ataque também têm tido grande parcela de compreensão (do sofrer junto). Hoje eu citei o Jesus, mas também tem o Neymar, o Coutinho, que tem corrido 11 quilômetros por jogo. Isso mostra o comprometimento de toda a equipe”, elogia.

Ao lado de Miranda, Thiago Silva se consolida na defesa do time de Tite, e tem demonstrado futebol que beira à perfeição do ponto de vista técnico para a sua posição. O zagueiro, no entanto, justifica seu bom momento com a atuação da Seleção como um todo. “Em determinados momentos você sofre, mas tem o entendimento para todo mundo sofrer junto. Felicidade grande de estar fazendo uma grande Copa, equipe está crescendo a cada jogo. Espero que para o jogo das quartas de final a gente possa estar ainda mais preparado, porque quando vão chegando as vitórias, automaticamente, a confiança aumenta, mas que isso faça com que a gente mantenha os pés no chão de continuar da mesma maneira. Continuar com esse comprometimento até o último minuto”.

Agora o Brasil terá a Bélgica pela frente, equipe que possui um dos melhores ataques da Copa do Mundo. Para Thiago, um grande desafio já que o Brasil não enfrentou esta equipe durante a fase de preparação. “A Bélgica é mais difícil de avaliar porque nós não tivemos o enfrentamento, mas sabemos que é uma equipe com qualidade técnica incrível com grandes jogadores, vai ser um jogo resolvido no detalhe e não tenho dúvida que será um jogo muito mais difícil para a gente”.

Entre os números positivos da melhor defesa da Copa do Mundo estão o de finalizações sofridas. Foram apenas quatro na direção do gol de Alisson até agora. Ao todo, foram 12 bolas bloqueadas pelos defensores brasileiros.

Miranda  ressalta também a qualidade das peças de reposição do Brasil na Copa para explicar o bom desempenho atrás. O camisa 3 destaca as entradas dos dois laterais Fágner e Filipe Luís. A dupla soube aproveitar a oportunidade e manteve o nível de seus antecessores. “Aqui na Seleção só tem jogadores de grandíssimo nível. Todos esperando uma oportunidade. Não só o Fagner e o Filipe. Todos aqueles que vêm entrando estão aproveitando a oportunidade”.

Nesta Copa do Mundo, o Brasil já precisou em campo, além de Fágner e Filipe Luís, de Fernandinho, Renato Augusto, Douglas Costa, Marquinhos e Roberto Firmino. Este último, inclusive, autor do segundo gols brasileiro na vitória sobre o México. É a força do sistema coletivo do Brasil.

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