General do Exército defende ‘conciliação e tolerância’ nas eleições

Os generais têm aproveitado discursos em cerimônias militares para falar sobre suas preocupações com a situação do País (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – Ao saudar os militares promovidos durante cerimônia no Quartel General do Exército, o chefe do Estado Maior do Exército, general Fernando Azevedo e Silva, defendeu a “conciliação” e “tolerância” nas eleições 2018.

Em sua fala, o general ressaltou ainda que os militares são “parte significativa da maioria do povo brasileiro que pretende usar o voto, a arma mais poderosa e legítima da democracia, para começar a superar a crise profunda em que estamos mergulhados”.

Os generais têm aproveitado discursos em cerimônias militares para falar sobre suas preocupações com a situação do País e pedir atenção ao voto nas eleições de outubro.

Nenhum deles, no entanto, fez defesa da candidatura do deputado-capitão Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República agora com uma chapa “puro-sangue”, que tem como vice o general da reserva Hamilton Mourão.

No discurso, em cerimônia realizada no Quartel-General do Exército, o chefe do EME disse que o trabalho dos militares não é reconhecido e se queixou do orçamento das três Forças e dos salários que recebem.

“Os constantes desafios a que as Forças Armadas vêm sendo submetidas, muitos deles alheios à nossa destinação principal, não têm recebido, das esferas competentes, o merecido reconhecimento, justo e digno, principalmente quanto ao orçamento e à remuneração do nosso pessoal”, declarou o general.

“Para dissuadir possíveis ameaças e apoiar o Brasil, de forma eficaz, em necessidades tão heterogêneas e urgentes, há sempre a exigência de um preparo anterior, o que requer alocação de recursos e sua judiciosa aplicação”, comentou ele.

O general Fernando fez questão de relembrar ainda que as Forças Armadas “não por acaso” apresentaram, em recente pesquisa de opinião junto à sociedade brasileira, o maior índice de confiabilidade entre as demais instituições nacionais, superior a 80%.

Segundo o general, isso é resultado da “dedicação pessoal e coletiva” de todos os militares, da “coesão interna” deles e da “reconhecida disponibilidade permanente e capacidade para vencer desafios de qualquer natureza”.

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