O funk atual não representa as comunidades carentes brasileiras

SÃO PAULO – O final dos 90 e começo dos anos 2000 foram o berço do funk no Brasil. A cultura das favelas do Rio de Janeiro ficaram em evidencia e depois disso o estilo musical se tornou cada vez mais popular. O que não deveria ser negativo, tornou-se preocupante com a chegada dos “proibidões” que saíram dos morros cariocas e tomaram conta do Brasil.  O funk “Só surubinha de leve” será retirado do Spotify e já não é encontrado nas demais plataformas de streaming após internautas denunciarem a canção do MC Diguinho por apologia ao estupro. A música que chegou a liderar a lista das mais virais do Spotify brasileiro virou alvo de críticas por conta da letra que sugere “tacar” bebida em mulheres, transar e abandoná-las na rua. Mais preocupante é testemunhar pessoas que acreditam que tal estilo musical é o retrato fiel da “cultura” das favelas. Levando em consideração o começo do funk, enquanto Claudinho e Bochecha faziam sucesso falando sobre amor e coisas que eram a cara da sua comunidade, hoje o que acontece é um atentado contra a mulher e as crianças. O termo “novinha” popularizou-se no funk e é claramente usado quando um homem quer se referir sexualmente a uma criança. Eu não acredito que as comunidades mais carentes mereçam ser representadas por pessoas que acreditam que o crime é justificável. Prefiro acreditar que o amor, a luta, a perseverança tenha mais a ver com um povo que desde sempre sofre pela desigualdade a falta de oportunidade e as injustiças sociais.

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