Eu, a procissão e a Santa

PARINTINS – Acompanhar a procissão de Nossa Senhora do Carmo é algo que proporciona uma emoção única. A despeito do calor surreal (normal em Parintins nesse e até em outros meses), o clima de fé é muito maior.

Crianças vestidas de anjos; deficientes físicos e visuais; homens e mulheres descalços; réplicas de andores da Santa (de todos os tamanhos) sendo levados; residências ornamentadas com réplicas de imagens e flores homenageando a Virgem do Carmelo; fiéis apreciando de suas casas a passagem do cortejo; pagadores de promessas distribuindo água; terços e orações e muitos descalços também. Enfim, cenas que mostram e demonstram a fé de um povo, que em menos de um mês, sai de uma festa “profana” – onde os bois exaltam todos os anos a sua padroeira em alegorias e toadas – para uma tradição santa, onde a fé e amor emanam de força espontânea na “adoração ” à Nossa Senhora do Carmo, a virgem do Carmelo.

Não lembro de ter acompanhado uma procissão, não estando cobrindo uma pauta, mesmo tendo crescido num lar católico e ter participado da festa outros anos.

Em 2016 foi diferente, talvez pelo pedido da minha mãe para eu ir à procissão. Pedido de mãe é ordem, não é mesmo?

Lá estava eu, cantando as canções, rezando, agradecendo e pedindo proteção. Tirando fotos e observando tudo também porque meu lado repórter sempre aparece (rsrsrs).

No meio disso tudo, chorando pela oportunidade de presenciar a demonstração de fé de um povo e, muito mais, reavivar a minha também.

SALVE NOSSA SENHORA DO CARMO!

(Fotos: Camila Batista)

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