Durango critica institutos de pesquisa que aparecem só em eleição

Durango Duarte diz que os institutos de pesquisa que aparecem só em eleições sequer têm pessoal treinado (Foto: Divulgação)

Por Rosiene Carvalho, da Redação

MANAUS – O publicitário e analista político Durango Duarte critica os “novos” institutos de pesquisa que, segundo ele, atuam apenas em períodos eleitorais, e diz que a Action e a #Pesquisa365 são os dois institutos que de fato têm um “nome no mercado local” e pertencem a empresas que atuam no ramo da pesquisa dentro e fora do período eleitoral. O pesquisador lembrou que na pesquisa boca de urna, das Eleições 2016, o instituto dele cravou o resultado do pleito e o de Afrânio acertou dentro da margem de erro.

Durango fez a crítica durante entrevista sobre as disparidades nos números das pesquisas de intenção de voto para governador do Amazonas, na eleição suplementar, realizadas pela #Pequisa365 e pela Action. Em cenários de primeiro turno, Eduardo Braga (PMDB) aparece na pesquisa da 365 com 22,7% das intenções de voto enquanto na Action, o mesmo pré-candidato tem 36,8%, mais que o dobro do segundo colocado. No cenário de segundo turno, Braga perderia para Marcelo Ramos (PR) na sondagem da #Pesquisa365 enquanto na da Action, o senador do PMDB venceria qualquer adversário com larga vantagem.

Para Durango, há diferença entre o know-how do instituto dele e do empresário Afrânio Soares e dos demais  institutos que só fazem pesquisa em época eleitoral. “Sem desmerecê-los, mas esses institutos só funcionam naqueles meses. Não terão corpo de treinamento, processo de seleção e nem Know-how. E isso conta muito. Know-how é o maior patrimônio de um projeto de pesquisa. Ele (Afrânio) faz pesquisa própria porque eu existo e eu porque ele existe. É o nosso marketing e a nossa grife”, disse.

Sobre os institutos novos que erraram na eleição passada, Durango ressaltou o resultado que deu a Henrique Oliveira empate técnico com Marcelo Ramos com 14%, no primeiro turno. Henrique terminou o pleito em penúltimo lugar com 1,62% dos  votos.

“Ele nunca teve 13% nem nas minhas pesquisas  e nem nas do Afrânio. Pelo resultado final, essa pesquisa estava com algum problema: ou era fraude ou era fraude. Não vou ser bonzinho não. Não podia ser diferente”, disse.

Em 2014, foram as pesquisas de Durango Duarte que erraram o resultado para governador do Estado. Ainda com o nome de Perspectiva, o instituto dava como certa a vitória de Eduardo Braga no primeiro turno, e o placar terminou com uma vitória apertada de Braga. No segundo turno, o governador José Melo virou o resultado e se reelegeu.

Durango disse que o tempo vai mostrar a verdade e que, naquela ocasião, foi impedido pelo cliente de publicar a pesquisa.

Margem de erro

Sobre a margem de erro, Durango destacou que esta medição é um parâmetro universal que dá veracidade ao resultado. Qualquer resultado de pesquisa que não dê números dentro deste parâmetro errou ou por aplicação de metodologia ou por fraude. “Isso é em qualquer lugar do mundo. O padrão médio internacional é 3% para mais e para menos. Se o resultado ficar fora desse intervalo de confiança, significa que você extrapolou”, disse.

Durango também ressaltou que um único pesquisador de campo não causa estragos que signifiquem resultados fora da margem de erro, como foi apontado por outro instituto de pesquisa durante a eleição passada como justificativa para resultado errado.

“Sete pontos de erro é muito além do aceitável. Então,  eu acho que só um pesquisador não faz isso. Precisaria de várias maçãs podres”, disse.

Afrânio Soares e Durango afirmaram que nos institutos deles qualquer inconsistência na apuração de um único pesquisador que seja implica na anulação daquele relatório e novas coletas.

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