Diretores de unidades também pegavam propina, diz delatora na ‘Maus Caminhos’

Mouhamad Moustafa

Mouhamad Moustafa faltou ao depoimento que daria na Justiça Federal do Amazonas (Foto: Reprodução/TV Amazonas)

MANAUS – Ex-diretora do INC (Instituto Novos Caminhos), a enfermeira Jennifer Nayara Yochabel Rufino Corrêa da Silva disse, em depoimento à Justiça Federal, no processo da Operação Maus Caminhos, que o empresário Mouhamad Moustafá também pagava propina a diretores de unidades de saúde.

Ela falou da existência de notas fiscais para a compra de medicamentos com valores superfaturados, e o excedente era dividido entre os participantes do esquema. “O INC trabalha com preço fechado, sempre superfaturando os valores”, disse ela, que também disse que o empresário pagava propina aos diretores das unidades de saúde para que eles assinassem as notas mesmo sem a constatação dos serviços.

Mouhamad Moustafa

Médico proprietário das empresas Simea (Sociedade Integrada Medica Do Amazonas Ltda.) e Salvare Servicos Medicos Ltda, Ele foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) como sendo o mentor de uma organização criminosa que desviava dinheiro da saúde pública do Estado do Amazonas, através de um contrato da Susam (Secretaria de Estado de Saúde) com o Instituto Novos Caminhos, que a Justiça Federal diz ser de Mouhamad Moustafa. Em 2016, a CGU (Controladoria Geral da União), a Polícia Federal e o MPF deflagraram a Operação Maus Caminhos, que desarticulou a organização criminosa. Em maio de 2015 o médico foi condenado a 15 anos de prisão na primeira instância da Justiça Federal. A defesa de Mouhamad Moustafa diz que o médico é inocente e recorreu da decisão. Ele aguarda o julgamento dos recursos em liberdade, mas é réu em outras ações penais originadas da Operação Maus Caminhos.

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