Defensoria pede bloqueio de R$ 2,9 milhões de empresas de Manaus por fraude

Defensor Carlos Almeida Filho diz que empresas forjavam contratos para extorquir clientes (Foto: ATUAL)

Defensor Carlos Almeida Filho diz que empresas forjavam contratos para extorquir clientes (Foto: ATUAL)

Da Redação

MANAUS – A DPE (Defensoria Pública do Estado do Amazonas) pediu bloqueio de R$ 2,9 milhões das empresas HBM e Confiance, de Manaus. O defensor Carlos Almeida Filho afirmou que as empresas estão envolvidas em um esquema fraudulento de estelionato em promessas de refinanciamento de veículos com redução de pagamentos de 50% nas parcelas. O bloqueio é para garantir ressarcir as vítimas. A DPE já conseguiu o bloqueio de R$ 900 mil.

Conforme Carlos Almeida Filho, no dia 25 de abril a gerente da HBM Assessoria, Cintia Valéria Melo, foi presa pela Polícia Civil por suspeita de estelionato. O processo de investigação ocorre em sigilo. “Entretanto, a vítima descobriu momentos depois que estava pagando um novo boleto, sem qualquer vínculo com o financiamento, levando a apreensão do automóvel, por conta dos atrasos”, explicou o defensor.

Carlos Almeida disse que era um golpe, pois as empresas recebiam os pagamentos e estavam prometendo entrar com ações para fazer revisões contratuais, mas sem ter o produto garantido. “Teve gente que perdeu dinheiro, tem pessoas que está devendo o financiamento por não ter pago, tem gente que teve o carro bloqueado e apreendido, uma bagunça geral. Com isso, muitas pessoas foram na delegacia do consumidor, que passou a instaurar um inquérito que está em sigilo”, disse.

A partir de então, conforme o defensor público, a delegacia do consumidor pediu que as pessoas que foram lesadas procurassem a DPE para buscarem o processo de reparação dos danos. “Então, temendo o sumiço de recurso por parte da empresa, pedimos uma tutela de urgência de bens para que dessem para satisfazer as indenizações. Não temos a ideia do valor do prejuízo, por não sabermos quantas pessoas foram prejudicadas. Segundo levantamento da polícia, são mais de 250 pessoas prejudicadas”, disse Almeida.

(Colaborou Patrick Motta)

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