Defensor público tem que ter coração

Um grande amigo fala que o defensor público é agente político de modificação social. E isso é verdade. Mais do que servidor público e agente público, o defensor público é agente político. Ele tem uma obrigação que transborda às mesas e os processos. O defensor público não pode atuar com a água toldada, com o problema que já aconteceu.

O defensor público tem que sair dos estabelecimentos que lhe cercam para estar próximo da população que precisa defender. Ele precisa verificar o orçamento  e o que  precisa ser aplicado na Saúde, na Educação Básica, etc.

O defensor público deve estar próximo da população, que justifica sua própria existência. Afinal de contas, a defensoria pública é direito fundamental. E é direito fundamental de segunda geração. É o Estado, e nós somos o Estado, existindo para que se faça o resgate social.

Mas isso não se faz compreendendo-se a Defensoria Pública como se fosse algo encarcerado num horário limitado.

O Defensor Público é defensor público em tempo integral. Ele precisa estar com sua preocupação voltada para aquilo que justifica sua existência: as gritantes diferenças entre as pessoas na nossa sociedade.

Por isso, o trabalho do defensor público não pode ser feito de qualquer jeito. É preciso se fazer com dedicação. E isso se faz, obviamente, com o coração.

Defensor público não pode existir e defensor público não é defensor público se não tiver coração.

1 Comentário on "Defensor público tem que ter coração"

  1. Concordo plenamente com o Dr.defensor sem visão de compromisso com a população é um defensor passageiro que jamais será lembrado.obs:Os funcionários também precisam de defensores, quando necessitam tem que pagar advogados,quem os defendem?.Que tal o nobre Dr.Carlos e dr.Rafael coloque algo a disposição dos funcionarios.

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