Contrato da Prefeitura de Amaturá garante combustível para 140 voltas ao mundo em 12 meses

Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e mostram que no período de um mês os preços do etanol recuaram em seis Estados e avançaram em 19 (Foto: Divulgação)

O preço contratado pela prefeitura do município é superior ao maior valor na pesquisa da ANP (Foto: Divulgação)

Por Ana Carolina Barbosa, especial para o AMAZONAS ATUAL

MANAUS – Com a quinta menor população do Amazonas, segundo a estimativa mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Amaturá (a 1.072 quilômetros de Manaus), terá, nos próximos 12 meses, combustível suficiente para dar pelo menos 140 voltas ao mundo em um carro popular. Segundo extrato de homologação publicado nesta segunda-feira, 27, a Prefeitura da cidade celebrou, no último dia 6, contrato com a empresa JAB Eufrasio Comércio, no valor de R$ 1.773.816, par a aquisição de combustível e derivados de petróleo.

O cálculo foi feito considerando o maior valor por litro da gasolina praticado no Amazonas – R$ 4,1 – segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural), a quantidade média de quilômetros rodados por litro, por um carro popular com motor 1.0 (13) e a circunferência da terra (cerca de 40 mil quilômetros). Mas, segundo a tabela de valores por unidade, publicada junto Extrato, o valor que será pago pelo litro da gasolina comum (em postos de bandeira Equador) é 31,7% superior ao mais alto praticado no mercado do Amazonas: R$ 6. O Diesel da mesma marca também custará acima do valor de mercado: R$ 5 o litro, quando o preço máximo repassado ao consumidor no Estado, segundo a ANP, é R$ 4,1 por litro.

O Extrato de Homologação PR 007/15, publicado no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas, não traz o tempo de vigência do contrato, celebrado a partir da modalidade de licitação Pregão Presencial para Registro de Preços (007/2015) – CPL , e assinado pelo prefeito de Amaturá, João Braga Dias (PT), que em 2012 teve as contas do exercício de 2009 reprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e foi condenado a devolver R$ 1.042.113 aos cofres públicos por diversas irregularidades.

Ao entrar em contato com a Prefeitura de Amaturá pelo telefone disponível no portal do executivo (97-43631150), um representante do município que se identificou como Raimundo Tavares, informou que o prefeito não estava na sede e não possuía telefone para contato. De acordo com ele, o valor estará disponível pelos próximos 12 meses e será utilizado pelas 13 secretarias municipais da localidade (R$ 136,4 mil por pasta).

“O combustível será usado em campanhas no município, obras de urbanismo, abertura de estradas, gabinete e secretarias, englobando todos os setores. Todas as secretarias têm uma cota e o valor é utilizado de acordo com a necessidade, o que não significa que será usado na íntegra”, ressaltou. Amaturá possui cerca de 10,6 mil habitantes e, conforme o IBGE, é a 10ª menor unidade territorial entre as 62 cidades amazonenses.

Mesmo reconhecendo que o valor licitado é alto, Raimundo Tavares destacou que, “para quem conhece o município, não se trata de um valor alto, considerando as necessidades e a distância das comunidades”. Ele informou que o prefeito retornaria a ligação à equipe de reportagem para dar maiores informações sobre o contrato, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

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