Construir ficou mais caro no Amazonas de janeiro a maio deste ano

Construção civil registrou alta de janeiro a maio deste ano no Amazonas (Foto: André Borges/ Agência Brasil)

Da Redação

MANAUS – Construir no Amazonas está um pouco mais caro neste ano. O custo da construção por metro quadrado no Estado aumentou 4,44% de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando os últimos 12 meses, a alta foi de 3,85%. Somente na comparação entre maio e o mês anterior houve uma retração tímida de -0,16%, segundo o Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme os dados do IBGE, o custo da construção por m² no Amazonas caiu de R$ 1.030,07, em abril, para R$ 1.028,43 em maio, sendo R$ 561,22 relativos aos materiais de construção e R$ 467,21 à mão de obra. A leve queda alcançada no quinto mês deste ano foi influenciada apenas pela redução de -0,29% no valor dos produtos, uma vez que o custo com pagamento de trabalhadores se manteve estável.

“As constantes promoções realizadas pelo comércio de materiais de construção local, certamente é o maior responsável pela queda do custo local. Pressionados pela diminuição no volume de vendas, os comerciantes buscam nas promoções potencializar suas vendas”, explicou o supervisor de disseminação de informações do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques.

Considerando os cinco primeiros meses do ano, a alta no custo de materiais foi de 0,86% e da mão de obra de 9,05%. Segundo Jaques, a elevação no gasto com trabalhadores da construção ocorreu em função do dissídio. De janeiro a maio deste ano, o valor do custo da construção por m² teve alta de 4,44% em relação a igual período do ano passado.

Resultado nacional

O custo médio da construção por m² no País ficou R$ 7,89 mais caro do que no Amazonas, chegando R$ 1.042,69 em maio. O gasto com materiais alcançou R$ 536,24 e com mão de obra R$ 506, 45. Em relação ao abril, quando o custo para construir ficou em R$ 1.039,54, o gasto foi 0,30% superior. O aumento registrado no ano foi de 1,49% enquanto que nos últimos 12 meses chegou a 4,52%.

Devido ao reajuste salarial do acordo coletivo, a Bahia foi o Estado com a mais elevada variação mensal (2,31%).  Sergipe ficou em segundo lugar com 2,03%. O Nordeste, com 0,78%, ficou com a maior variação regional em maio. Nas demais regiões os resultados foram: -0,12% (Norte), 0,18% (Sudeste), 0,10% (Sul) e 0,05% (Centro-Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram para: R$ 1.051,14 (Norte); R$ 972,25 (Nordeste); R$ 1.088,12 (Sudeste); R$ 1.075,55 (Sul) e R$ 1.042,77 (Centro-Oeste).

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