Comunidade científica brasileira reage contra decisão de Melo

Jose Melo na UEA

A uma plateia de estudantes e professores da UEA, na noite desta segunda-feira, o governador José Melo defendeu a extinção da Secti, mas disse que ela está sendo transformada em uma “super-secretaria” (Foto: Herick Pereira/Agecom)

 

Após sofrer uma série de críticas de pesquisadores e intelectuais do Amazonas em função da proposta de extinção da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o governador do Estado, José Melo (PROS), agora, é colocado contra a parede por representantes da comunidade científica brasileira. A carta da presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Helena Nader, afirmando que a extinção da Secti significa um grande retrocesso do setor no País, mostra como a medida do governador poderá afetar as relações do Estado com cientistas de outros estados. Na mesma trincheira, os ex-ministros de Ciência, Tecnologia e Informação Sérgio Rezende e Marco Antonio Raupp se manifestaram contra a medida. Rezende classifica a medida do governador como um ‘desmantelamento do sistema de C&T’, enquanto Raupp diz que recebeu a notícia com decepção e conclama a comunidade científica do Amazonas a resistirem à aprovação da medida. Melo não imaginava que a extinção da Secti pra transformá-la em um departamento da Secretaria de Planejamento geraria uma reação tão forte dos cientistas brasileiros. Vai depender do poder de mobilização da comunidade científica amazonense a aprovação ou rejeição da proposta na Assembleia Legislativa, se o governador não recuar.

Capricho de governante

Na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), até mesmo os deputados da base governista veem a extinção da Secti como um verdadeiro capricho de José Melo contra as secretarias que antes eram comandadas por aliados do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ex-governador do Estado.

Conta simples

A conta dos parlamentares para argumentar que a Secretaria de Tecnologia era vantajosa para o governo é simples: a Secti tinha um orçamento anual de R$ 4,7 milhões, mas conseguia captar um montante de R$ 37 milhões de recursos federais a cada 12 meses. No governo Braga, a pasta foi comandada por Odenildo Sena, que não era da cota do PT, mas era filiado ao partido, que hoje está na oposição a Melo.

Oposição reage

Na tentativa de fazer o governador recuar da decisão de acabar com a Secretaria de Tecnologia, os deputados José Ricardo (PT), Luiz Castro (PPS) e Alessandra Campelo (PCdoB) promovem uma audiência, nesta terça-feira, na ALE para debater as consequências que o fim da pasta irá gerar ao Estado.

Presidência do vice

Wilker

Desde o início do ano legislativo na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Wilker Barreto (PHS) tem faltado duas das três sessões plenárias semanais e deixado o comando dos trabalhos ao vice Hiram Nicolau (PSD), que tem conduzido a casa de forma apática. Nos bastidores, há informações de que Wilker tenta mudar, na surdina, a estrutura administrativa deixada pelo seu antecessor, Bosco Saraiva (PSDB), atual deputado estadual.

Processo ignorado

A Executiva Regional do PSB decidiu, no último sábado, abrir um processo formal contra o vereador Elias Emanuel (PSB) por infidelidade partidária. O partido alega que contrariou a orientação de votar contra o candidato indicado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto para presidente da Câmara Municipal de Manaus. Questionado por um colega de bancada sobre o processo, Elias apenas riu e disse que vai esperar a notificação.

Faturando mais

O Sindicato dos Empresários de Transporte de Passageiros (Sinetram) comemorou, ontem, o aumento de 20% no número de passageiros do sistema de transporte coletivo de Manaus com a medida da prefeitura de dar exclusividade aos ônibus articulados em uma faixa da Avenida Constantino Nery. Apareceu o único setor que ganhou com a medida adotada pela SMTU.

Seja o primeiro a comentar on "Comunidade científica brasileira reage contra decisão de Melo"

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.