Cenário para 2017 tem Amazonino como sucessor de Melo

O governador José Melo (Pros) e o vice-governador Henrique Oliveira (SD) não devem perder o mandato neste ano. Com a proximidade do recesso forense, no dia 20 deste mês, todas as apostas, inclusive do grupo de Eduardo Braga (PMDB) – o autor da ação que cassou o mandato dos dois no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas –, são de que a cassação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve ocorrer, mas só em 2017. Neste caso, o substituto de Melo não seria Eduardo Braga, mas um nome escolhido pela Assembleia Legislativa do Estado.

Na Assembleia Legislativa, as articulações em torno do novo presidente daquele poder, que deve ser eleito neste mês, visam o cenário para 2017. Ganha o governo do Estado o candidato do grupo que tiver maioria na casa legislativa. Atualmente, sem dúvida, quem tem essa maioria é o grupo liderado pelo senador Omar Aziz (PSD), que também liderou a campanha à reeleição de José Melo, e mantém forte influência na base aliada do governo.

Não será surpresa a eleição de um deputado deste grupo para comandar a Assembleia Legislativa. Apesar de apresentarem-se três candidatos – David Almeida (PSD), Belarmino Lins (Pros) e Sidney Leite (Pros) –, as apostas nos bastidores, nesta reta final de negociação para a eleição que será realizada no dia 22, são de que o escolhido do grupo é Belarmino Lins, pela experiência e confiança que inspira nos caciques.

Neste cenário, é necessário um nome também da confiança do grupo para assumir o comando do governo, em caso de confirmada a cassação do governador e do vice. As tratativas para a escolha de um candidato que será apresentado pelo grupo não começaram agora, mas já vinham sendo alinhavadas desde as articulações para a Prefeitura de Manaus. Cogita-se que o nome que anima a maioria é o do ex-governador Amazonino Mendes (PDT), tanto pela experiência administrativa quanto pela aposta de que ele não disputaria a reeleição, abrindo caminho para uma candidatura de Omar Aziz, em 2018.

Amazonino, segundo interlocutores, nas duas últimas semanas têm tratado deste assunto em São Paulo. Quer ter certeza de que as finanças do Estado não vai colocá-lo em um “rabo de foguete”. Dessas tratativas participa o ex-secretário de Fazenda e ex-vice-governador do Amazonas Samuel Hanan, um possível quadro na eventual gestão de Amazonino.

A execução desse projeto, no entanto, passa, primeiro, pela eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Por saber reger muito bem a orquestra, Belarmino Lins é o escalado do grupo para comandar o processo em 2017, com a queda de José Melo.

É esperar para ver…

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