Campanha de vacinação contra pólio e sarampo termina nesta sexta

Crianças a partir de 1 ano de idade e menores de cinco são prioridade na vacinação neste sábado (Foto: Tomaz Silva/ABr)

Poliomielite, erradicada no Brasil pode retornar, caso as crianças não sejam vacinadas (Foto: Tomaz Silva/ABr)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo termina nesta sexta-feira, 14, em todo o país. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, cerca de 800 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. Todas as crianças de 1 ano a menores de 5 anos devem se vacinar independentemente da situação vacinal.

O Amazonas alcançou, nessa quinta-feira, 13, a meta de cobertura vacinal contra o sarampo. Em todo o Estado, foram imunizadas 305,3 mil crianças, o equivalente a 95,14% da meta. Em relação à poliomielite, o Estado está perto de atingir a meta, com 91,14% do público-alvo vacinado, aproximadamente 292,5 mil crianças menores de cinco anos.

O secretário estadual de Saúde, Orestes Guimarães de Melo Filho, fez um apelo para os municípios intensificarem as ações de imunização nesta sexta-feira, 14, último dia da Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo e Poliomielite. “É uma questão de saúde pública. A vacinação é a principal estratégia de prevenção a essas doenças”, afirmou.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PNI), Izabel Nascimento, no quadro geral, o Estado já alcançou a meta para o sarampo e está bem próximo da pólio, mas alguns municípios ainda não atingiram a cobertura necessária.

“Temos 28 municípios que alcançaram e até ultrapassaram os 95%, como é o caso de Uarini, que bateu 136,4% para o sarampo e 131% para a pólio. Na outra ponta, temos cinco municípios abaixo de 50% contra o sarampo – Santa Isabel do Rio Negro, Anori, Japurá, Tapauá e Canutama – e seis abaixo de 50% contra a poliomielite – Santa Isabel do Rio Negro, Japurá, Canutama, Tapauá, Anori e Maués”, disse a coordenadora.

Segundo Izabel, mesmo após a campanha, a vacina continuará disponível nos postos dos municípios que não alcançaram a meta. Ela ressaltou a importância dos pais garantirem a imunização das crianças.  “O sarampo, que já era considerado erradicado, voltou porque as pessoas não estavam vacinadas e agora estamos enfrentando um surto. Da mesma forma, a poliomielite pode voltar, uma vez que ela não está erradicada em vários países. Então, pai e mãe, não deixem de vacinar seus filhos. Tem vacina o ano inteiro nos postos de saúde, gratuitamente, e não há justificativa para não vacinar as crianças”, disse a coordenadora.

Boletim

O último Boletim Epidemiológico do Surto de Sarampo no Amazonas, divulgado terça-feira, 11, pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), apontou que o Estado tem 1.326 casos confirmados, em 14 municípios, e 9.653 notificações, envolvendo 46 municípios.

No Brasil

Na faixa etária de 3 e 4 anos, a cobertura vacinal está acima da meta, com 96,95% para sarampo e 95,44% para poliomielite. A maior preocupação do Ministério da Saúde é com a faixa de 1 ano de idade, cuja cobertura ainda está em 85,45%.

No total, mais de 10 milhões de crianças foram vacinadas com mais de 22 milhões de doses. A média nacional de cobertura de vacinação em sarampo está em 94,7% e em poliomielite, 93,6%.

O sarampo e a poliomielite são doenças infectocontagiosas que podem resultar em complicações graves para as crianças, podendo levar até a morte.

Casos de sarampo

Até 10 de setembro, 1.673 casos de sarampo foram confirmados em todo o país. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas são 1.326 casos e 7.738 em investigação, e em Roraima com o registro de 301 casos da doença, sendo que 74 continuam em investigação.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.

Alguns casos isolados foram identificados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco e Pará. Até o momento, no Brasil, foram confirmadas oito mortes por sarampo, quatro em Roraima e quatro no Amazonas.

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