Brasil vence EUA, evita queda na Liga e torce por combinação de resultado

vol_SelecaoMasculina Bernardinho Foto FIVB Divulgação

Se os EUA baterem a França por 3 a 1, os três times ficarão empatados no grupo e os dois classificados serão definidos pela média de pontos desta fase final da Liga (Foto: FIVB/Divulgação)

RIO DE JANEIRO – O Brasil fez seu dever de casa ao vencer os Estados Unidos nesta quinta-feira na Liga Mundial, mas vai precisar de uma combinação de resultados para se colocar entre os dois melhores de sua chave e avançar à semifinal. Em ótima partida no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, o ponteiro Lipe saiu do banco para levar a seleção brasileira a uma suada vitória por 3 sets a 1, com parciais 28/26, 22/25, 25/22 e 27/25.

Por ter perdido da França por 3 a 1 no dia anterior, o Brasil depende de uma combinação de resultados no grupo para seguir na competição. Basicamente, a seleção de Bernardinho torce por vitória dos franceses sobre os norte-americanos nesta sexta. Se a França vencer dois sets na partida, mesmo que seja derrotada, classifica a si mesmo e o Brasil.

A seleção brasileira avança também se os Estados Unidos vencerem por 3 a 0. Neste caso, avançam brasileiros e norte-americanos no grupo, que só tem as três equipes – a outra chave tem Itália, Sérvia e Polônia. Se os EUA baterem a França por 3 a 1, os três times ficarão empatados no grupo e os dois classificados serão definidos pela média de pontos desta fase final da Liga.

O jogo

Como era esperado, as duas seleções fizeram um duelo equilibrado desde os primeiros instantes. O Brasil ensaiou se isolar no resultado ao fazer um 11/08, mas os norte-americanos correram atrás, cresceram no bloqueio e assumiram um ligeiro controle do placar. Nos dois lados houve muitos erros de saque. No fim, o time de Bernardinho voltou a liderar e conseguiu fechar o set em 28/26, com bloqueio de Lucão.

O segundo set foi ainda mais parelho. Nenhum dos times conseguia abrir vantagem no marcador. O capitão Bruninho não estava em seus melhores dias e a bola chegava irregular para os ponteiros. Lucarelli, por outro lado, seguia demonstrando ótima fase e virava tudo que lançavam para ele. Ainda foi bem nos saques forçados. Quando as parciais estava 18/18, porém, o Brasil cometeu erros de ataque e os EUA aproveitaram para fechar em 25/22.

Ponto a ponto as seleções voltaram a se igualar no terceiro set, até Anderson ditar o avanço norte-americano, que chegou a abrir 16/13. Quando parecia que mais uma parcial seria perdida, o Brasil reagiu com Isac. Bernardinho também tirou Murilo, um tanto apagado, e pôs em quadra Lipe, que incendiou o jogo e a arquibancada. A cada ponto, contagiava o grupo com sua vibração e a torcida começou a cantar com mais força.

A pressão do terceiro set continuou na parcial seguinte, com os norte-americanos claramente abatidos, e cometendo erros bobos de saque e recepção. De cara a seleção brasileira abriu 8/4 e foi administrando a vantagem, que chegou a seis pontos de diferença. Mas, novamente sob o comando de Anderson, os americanos empataram, deixando o final dramático.

Ameaçado, o Brasil reagiu, voltou à toada anterior, com concentração, e conseguiu garantir a vitória, com parcial de 27/25. “Hoje viemos com mais vontade. A gente chegou na quadra com sangue nos olhos porque sabíamos que não poderíamos perder”, afirmou Leandro Vissotto, ao fim da “batalha”.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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