Braga diz que ausência em reunião foi por discordar de pontos das reformas

Eduardo Braga PMDB (Foto: Vagner Carvalho/Divulgação)

Braga disse que discorda de pontos das reformas propostas pelo governo (Foto: Vagner Carvalho/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) informou que não participou da reunião da bancada do PMDB na Câmara e Senado, nessa quarta-feira, 24, com o presidente Michel Temer, porque já declarou publicamente que não concorda com alguns pontos das reformas trabalhista e da Previdência. Um ponto divergente é o tempo de contribuição para pescadores e agricultores do Amazonas. “Sou contra os abusos que alguns grupos tentam embutir dentro da reforma trabalhista. Não contará com o meu voto se for para fragilizar os direitos trabalhistas e fortalecer quem já é forte”, disse.

Com relação à exoneração de Rebecca Garcia do comando da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o senador lembrou que ela foi indicação dele ainda no governo de Dilma Rousseff. Braga disse que o legado que Rebecca deixa no órgão foi a regionalização da autarquia. “Rebecca exerceu com muito profissionalismo e espírito público o cargo de superintendente da Suframa. Graças ao seu empenho, a autarquia renasceu e voltou a ser um instrumento de desenvolvimento regional”, disse.  “Cito, por exemplo, a aprovação da medida provisória, na noite de terça-feira, que beneficia a Suframa com a instituição de duas taxas. Rebecca se esmerou por essa matéria”, acrescentou.

Braga elogiou a atuação essencial de Rebecca nos debates sobre o repasse de R$ 150 milhões para recuperação das vias do Distrito Industrial de Manaus e nas reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS), instância que aprova projetos de investimento e de geração de emprego na Zona Franca de Manaus. “Rebecca deixou sua contribuição para a história da autarquia”, declarou.

Florestas

Em uma demonstração de que está mais distante da base de apoio ao presidente Michel Temer, Braga cobrou do governo federal uma solução sobre o conflito que envolve as cinco unidades de conservação criadas em maio de 2016 no sul do Amazonas. Ele recomendou a edição de um ato com pontos de consenso sobre o assunto. “Creio que já é chegada a hora para que o governo faça um decreto naquilo em que não há empecilho. Estamos há um ano nessa discussão”, disse.

Braga lembrou que o Amazonas foi pioneiro ao implantar projetos de desenvolvimento sustentável, especialmente a partir dos anos 2000, mas hoje essas iniciativas esbarram em entraves burocráticos. “O grande desafio é integrar o que está no papel e na vida real das pessoas. Enquanto criamos regras de sustentabilidade, estamos criando barreira de insustentabilidade para a sobrevivência dos cidadãos”, afirmou.

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