Barbárie em Manaus expõe condição de ‘refém’ da sociedade

Corpos de detentos mortos durante a rebelião iniciada na tarde de domingo, 1° de janeiro (Foto: Reprodução)

Corpos de detentos mortos durante a rebelião iniciada na tarde de domingo, 1° de janeiro (Foto: Reprodução)

MANAUS – A barbárie com que presos trucidaram 56 outros detentos de facção criminosa rival no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, vai além da omissão e conivência das autoridades públicas com o domínio dos criminosos nos presídios. As decapitações e esquartejamentos foram feitos por presidiários que, caso cumpram a pena, ou escapem da prisão nas fugas frequentes, estarão de volta às ruas. Sem nenhum mecanismo de avaliação psicossocial que atestem a capacidade desses presos de voltarem ao convívio social harmonioso, a população estará sujeita à companhia de facínoras. Não deixa de ser, teoricamente, uma condição de refém. Sem aumento da pena aos autores do massacre, eles estarão livres, leves e soltos mais cedo.

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