Aumento na procura por emprego supera criação de vagas em janeiro, diz o IBGE

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BRASÍLIA – No mercado de trabalho registrou aumento no número de ocupados no País em janeiro, em relação a um ano antes. Mas a criação de vagas não foi suficiente para absorver o crescimento no total de pessoas em busca de um emprego. Como resultado, a taxa de desemprego passou de 6,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2014 para 6,8% no trimestre encerrado em 2015. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 12.

“Tem um aumento significativo de pessoas procurando por trabalho. Foi uma das causas desse aumento na taxa de desocupação”, apontou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. “De 2013 para 2014, tinha caído substancialmente (o total de desocupados). Agora, em 2015, ainda está bem longe do patamar de 2013 e 2012, mas está subindo”, acrescentou.

O País tinha 6.258.249 desempregados no trimestre encerrado em janeiro do ano passado. Esse montante aumentou para 6.763.187 em janeiro de 2015. Ou seja, 504.938 pessoas entraram na fila do desemprego no período.

Em relação aos ocupados, o total passou de 91.588.101 no trimestre encerrado em janeiro de 2014 para 92.690.152 em janeiro de 2015. O crescimento equivale à criação de 1,102 milhão de postos de trabalho. “Teve um aumento de ocupados, mas não temos informações ainda para entender que tipo de emprego foi gerado. A gente não tem como identificar se essa ocupação é de qualidade ou não, se é trabalho registrado para compor renda familiar”, ponderou Azeredo.

Embora tenha crescido o número de vagas, ele não foi suficiente para absorver o número de pessoas procurando emprego porque houve no período um aumento considerável na população em idade de trabalhar.

A população em idade ativa – com 14 anos ou mais de idade – cresceu 1,81% no trimestre encerrado em janeiro, em relação a um ano antes, o equivalente a 2,908 milhão de pessoas a mais. Cerca de 1,607 milhão desse contingente foi para a força de trabalho, o equivalente a um crescimento de 1,64% (janeiro ante janeiro/2014). Parte foi incorporada pelas vagas criadas, parte foi para a fila do desemprego.

O restante do crescimento populacional foi absorvido pela inatividade. A população fora da força de trabalho aumentou 2 08% em janeiro ante janeiro de 2014, o equivalente a 1,301 milhão de inativos. O IBGE passa a divulgar mensalmente, a partir de agora, os dados referentes aos trimestres móveis encerrados a cada mês. Segundo o órgão, a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa impede isolar os dados apenas de um mês. A série histórica da pesquisa, com resultados para trimestres encerrados mês a mês, teve início em janeiro de 2012.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

 

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