Ataque de morcegos contaminados por raiva pode estar ligado ao desmatamento

Avanço do desmatamento na Amazônia chegou a 6 mil quilômetros quadrados em 2015 e 8 mil km² em 2016 (Foto: ABr/Agência Brasil)

Avanço do desmatamento esgota fontes de alimentos dos morcegos que passam a tacar humanos, diz Greenpeace (Foto: ABr/Agência Brasil)

Da Redação

MANAUS – O desmatamento é uma das linhas de investigação apontada como o possível motivo para ataques de morcegos transmissores da raiva à seres humanos no Amazonas. Fatores naturais como a seca, que fazem com que a fonte natural de alimentos desses mamíferos, no caso os animais silvestres, se esgote também são apontadas como possíveis causas.

No final do ano passado, o coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, Marcio Astrini, disse que houve um aumento de 29% no desmatamento na Região Norte e que nos últimos quatro anos foi a terceira vez que o desmatamento aumentou na Amazônia.

De acordo com o diretor-presidente da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas), Bernardino Alburquerque, o Ministério da Saúde está com uma equipe no Estado para investigar o motivo dos ataques de morcegos a humanos, e uma das linhas de investigação é o próprio desmatamento.

Em 2012, o Amazonas apresentou grande índice de desmatamento, um crescimento de 14%, em relação a anos anteriores. O chamado ‘Arco do Desmatamento’, a região da Amazônia Legal que mais perde áreas de floresta, alcançou o sul do Amazonas e o noroeste do Pará, Estado que liderou o ranking do desmatamento no ano, com 810 km² (40% do total), sendo seguido pelo Mato Grosso, com 621 km² (31%), Amazonas (14%) e Rondônia (13%).

A Susam (Secretaria Estadual de Saúde) informou que não eram registrados mortes por raiva humana desde 2002 no Estado.

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