Anulação de aumento do ICMS no Estado gera troca de insultos entre deputados

Vicente Lopes aconselhou o colega Sabá Reis a se ajoelhar no milho em bate-boca sobre o ICMS (Fotos: Divulgação)

Da Redação

MANAUS – A decisão do governador interino do Amazonas, David Almeida (PSD), de revogar lei que aumentou em 2% a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), gerou bate-boca entre deputados estaduais na sessão desta quinta-feira, 21, na ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas). Parlamentares de oposição acusaram os colegas da base aliada de incoerência por terem votado a favor do aumento e agora se manifestarem a favor da revogação.

O aumento foi aprovado pela ALE na gestão do ex-governador José Melo (Pros), cassado por compra de votos. Na época, a maioria dos deputados estaduais votou a favor da alíquota maior.

Nesta quinta, o primeiro embate foi entre Vicente Lopes (PMDB) e o líder do governo, Sabá Resi (PR). Lopes propôs a Reis, que também foi líder de Melo, se ajoelhar no milho antes de fazer defesas conforme os interesses próprios. “Este não é o comportamento. Vossa excelência sabe pelo tempo que tem aqui e que defende conforme suas conveniências”, atacou Lopes.

Reis pediu respeito, rebateu o colega de plenário e disse que não aceitaria a ofensa. Disse que votou a favor do aumento por entender que naquele momento era necessário e que não recebeu ordens de Melo para votar pelo reajuste. Lopes rebateu dizendo que mantinha o discurso. Ambos começaram a trocar insultos simultaneamente e o presidente interino da ALE, Abdala Fraxe, mandou cortar o áudio dos microfones.

Os ânimos estavam se acalmando quando José Ricardo (PT), em pronunciamento na tribuna, acusou Belarmino Lins (Pros) de ser o mais incoerente na Casa. Ricardo lembrou que Lins votou pelo aumento do ICMS e agora se manifestou a favor da revogação da alíquota maior do imposto.

Belão, como é conhecido carinhosamente o parlamentar, pediu um aparte, mas não foi atendido. Depois, ao solicitar questão de ordem, disse que não aceitava o desrespeito e que não “iria levar desaforo” para casa.

Coube a Wanderlei Dallas (PMDB) apaziguar os ânimos. O peemedebista disse que o governador David Almeida tem que deixar a anulação do aumento do ICMS para o governador eleito Amazonino Mendes (PDT), que deve assumir no dia 10 de outubro. “Isso é mérito do próximo governador. Tanto David, que era presidente da ALE (na época da aprovação do aumento) como a maioria dos deputados votou a favor do aumento do imposto. E agora, na semana em que ele (David) vai sair, quer mudar. Deixa para o Amazonino fazer. Isso,é mérito do governador eleito pelo povo, não é decisão do governador interino mexer no imposto. Isso aí para é ganhar audiência”, discursou Dallas.

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