Antes de decidir se solta Melo, desembargadora pede informações da Justiça no Amazonas

Jose Melo e Edilene Oliveira no IML

Ex-governador e esposa fizeram exame de corpo de delito antes de serem transferidos para presídios (Foto: Divulgação)

Por Lúcio Pinheiro, da Redação

MANAUS – Antes de decidir se tira ou não da cadeia o ex-governador José Melo (Pros) e a ex-primeira dama Edilene Gomes de Oliveira, a desembargadora federal Mônica Sifuentes emitiu na tarde desta sexta-feira um comunicado à Justiça Federal do Amazonas pedindo informações sobre o processo dos dois presos, que são acusados de se beneficiarem do esquema que desviou milhões da saúde no Estado, descoberto por meio da Operação Maus Caminhos.

No despacho, a desembargadora do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), em Brasília, dá um prazo de 72 horas para a Justiça Federal no Amazonas enviar as informações. Sifuentes é a relatora do habeas corpus ingressado pela defesa de Melo e Edilene na semana passada, que pede a libertação do casal.

Melo e Edilene foram presos na Operação Estado de Emergência, que é um desdobramento da Manaus Caminhos. O casal está desde o dia 31 de dezembro de 2017 no Centro de Detenção Provisória, em Manaus, localizado no quilômetro 8 da BR-174.

Segundo o MPF, aproximadamente R$ 120 milhões foram desviados do setor da saúde do Amazonas, entre verbas federais e estaduais. Com o avanço das investigações, as autoridades começam a concluir que agentes públicos, como o ex-governador, beneficiavam-se e atuavam para manter o esquema fraudulento.

O pedido de prisão preventiva contra Melo e a esposa foi feito pelo MPF. Segundo o órgão, o casal, além de todas as provas de que participam do grupo que desviou recursos públicos, atuava, em pleno curso da investigação, para destruir provas e intimidar testemunhas.

Concordando com o MPF, a juíza federal que ordenou a prisão de Melo e Edilene, Jaiza Fraxe, escreveu na decisão que, soltos, os dois “atentam contra o equilíbrio do meio social e a legitimidade do sistema de justiça penal, ao descobrirem clandestinamente datas, locais e pessoas que serão ouvidas pelos órgãos persecutórios”.

Para juíza, Melo e Edilene eram os idealizadores e líderes absolutos de esquema de corrupção na saúde.

Abaixo, cópia do despacho da desembargadora federal Mônica Sifuentes:

 

 

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